Nacional | 03-10-2026 11:39
Prejuízos nos cuidados continuados chegaram aos 180 mil euros
foto ilustrativa
Os dados indicam que, em 2025, o défice por utente/dia ascendeu a 5,64 euros nas Unidades de Convalescença, 11,72 euros nas Unidades de Média Duração e Reabilitação e 17,61 euros nas Unidades de Longa Duração e Manutenção.
O prejuízo nos cuidados continuados chegou no ano passado aos 180 mil euros nas unidades de longa duração, segundo a Faculdade de Economia do Porto, que diz que o subfinanciamento este ano pode ultrapassar os 6.600 euros/utente.
O estudo da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto, que actualiza o trabalho que a instituição desenvolve desde 2022, a pedido da Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC), aponta para um agravamento dos custos nas três tipologias de cuidados: Unidade de Convalescença (UC), Unidade de Média Duração e Reabilitação (UMDR) e Unidade de Longa Duração e Manutenção (ULDM).
Os economistas dizem que este agravamento continuado dos custos coloca em causa a sustentabilidade da própria Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e alertam para a necessidade de rever todo o modelo de financiamento, assim como os parâmetros dos recursos humanos previstos em cada tipologia.
Recordam que, num contexto de envelhecimento demográfico, aumento da prevalência de doenças crónicas e crescimento das necessidades associadas à dependência, a sustentabilidade das instituições prestadoras “não pode ser dissociada da sustentabilidade da própria rede”.
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