Nacional | 12-10-2026 16:43

ANAFRE convoca encerramento das juntas em protesto contra Orçamento do Estado

ANAFRE convoca encerramento das juntas em protesto contra Orçamento do Estado

As freguesias portuguesas foram convocadas para encerrar os serviços a 4 de Novembro, numa acção de protesto contra o não acolhimento das propostas da ANAFRE.

A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) convocou as freguesias portuguesas para encerrarem todos os serviços a 4 de Novembro, em protesto contra a proposta de Orçamento do Estado para 2027, que, segundo a associação, não acolheu as principais reivindicações do poder local.
A decisão foi tomada esta segunda-feira, 12 de Outubro, numa reunião extraordinária do Conselho Directivo da ANAFRE, realizada na Junta de Freguesia de Pombal. A associação decidiu ainda solicitar reuniões urgentes ao primeiro-ministro, com a presença do ministro das Finanças, e aos grupos parlamentares na Assembleia da República.
Entre as medidas reivindicadas pela ANAFRE está o aumento da base de cálculo do Fundo de Financiamento das Freguesias de 2,5% para 3,5% da média da receita proveniente do IRS, IRC e IVA. A associação defende também o financiamento de um eleito em regime de permanência a tempo inteiro em todas as juntas de freguesia ou, em alternativa, de dois eleitos em regime de meio tempo.
As reivindicações incluem ainda a actualização das transferências financeiras destinadas às freguesias do concelho de Lisboa, no âmbito da respectiva Reforma Administrativa, e o reconhecimento do direito legal de preferência das juntas de freguesia na aquisição de imóveis situados no seu território, sempre que legalmente admissível.
A ANAFRE considera que estas medidas são necessárias para responder às responsabilidades crescentes das freguesias e garantir os meios financeiros, humanos e legais necessários ao funcionamento dos serviços de proximidade.
A associação justifica o protesto com o facto de as propostas apresentadas ao Governo não terem sido acolhidas e de, segundo afirma, não ter sido cumprido o acordo político assinado em Janeiro deste ano.
Além do encerramento dos serviços a 4 de Novembro, o Conselho Directivo decidiu convocar quatro reuniões descentralizadas com as freguesias portuguesas, de forma a abranger todo o território nacional, e admite avançar com outras formas de luta caso as reivindicações não sejam atendidas.

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