Nacional | 28-10-2026 17:53

Cooperativa de habitação quer reanimar movimento que “está esquecido” com alternativa para jovens

Cooperativa de habitação quer reanimar movimento que “está esquecido” com alternativa para jovens

Em Santarém, recordou o também presidente da delegação distrital da Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, a Habijovem reabilitou um edifício em ruínas no centro histórico, em 1991, quando a “taxa de juro era 18% ao ano”, e com apoio do então Instituto Nacional de Habitação.

A direcção de uma nova cooperativa de habitação para jovens solicitou uma audiência ao Presidente da República para apresentar alternativas de construção a custos controlados e reanimar o movimento cooperativo, que dizem estar esquecido.
“Sentimos que, neste momento, o movimento cooperativo está esquecido e ninguém está a trabalhar no sentido de poder haver uma alternativa para a solução dos problemas de habitação para todos, e para os jovens em particular, a partir de cooperativas de habitação”, afirmou o presidente da direção da Urbisjovem – Cooperativa de Habitação Jovem.
Em declarações à Lusa, José Arruda acrescentou que a iniciativa permite envolver “directamente os próprios jovens” na decisão do que pretendem, nomeadamente “construção tipo evolutiva”, para “no futuro acrescentar mais uma divisão à casa”, entre “vários tipos de alternativas”.
Segundo Arruda, a Urbisjovem foi constituída em Março passado, em Almeirim, no distrito de Santarém, por pessoas que, desde 1983, estiveram envolvidas no movimento Habijovem, que através de cooperativas regionais promoveu a construção a custos controlados em vários concelhos do país.
“Tivemos a oportunidade, nessa altura, [em] que também se vivia um momento de alguma crise e dificuldade na aquisição de habitação, sobretudo para os jovens, de construir no total cerca de 1.100 fogos no âmbito das oito cooperativas”, contou o antigo presidente da Habijovem de Santarém.
Os projectos de construção e reabilitação, referiu, envolveram os municípios de Aveiro, Águeda, Albufeira, Coimbra, Lisboa, Faro, Montijo, Porto, Reguengos de Monsaraz, Santarém, Seia e Sintra (no Cacém).
Em Santarém, recordou o também presidente da delegação distrital da Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, a Habijovem reabilitou um edifício em ruínas no centro histórico, em 1991, quando a “taxa de juro era 18% ao ano”, e com apoio do então Instituto Nacional de Habitação.
Na cidade escalabitana, no Bairro de São Domingos, a cooperativa construiu “nessa altura 100 fogos em apartamentos”, conseguindo “fazer com que os preços de todos os empreendimentos baixassem”, com oito prédios construídos “de uma única vez”, num investimento que terá rondado, na moeda actual, os 4 milhões de euros.

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