Amnistia Internacional critica uso excessivo e desproporcionado da força pela polícia
A organização pede ainda respostas económicas e sociais ao problema da habitação, na base nos protestos que duram há semanas em Portugal, com maior incidência em Lisboa e Porto.
A Amnistia Internacional Portugal criticou o “uso excessivo e desproporcionado da força” pela polícia, depois de mais uma noite de cargas policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, afirmando que vai contactar o Governo sobre violações de direitos humanos.
“A Amnistia Internacional está profundamente preocupada por ver, mais uma vez, o Estado português responder com força excessiva a pessoas que se manifestam pacificamente, causando mais feridos em Lisboa e no Porto, durante esta madrugada”, lê-se no comunicado da Amnistia Internacional Portugal, hoje divulgado na sua página oficial.
Na nota, a organização de defesa de direitos humanos afirma que as pessoas “têm o direito de exercer o direito de manifestação e estão a usá-lo para exigir medidas urgentes em matéria de direito à habitação” e, citado no documento, o director-executivo da Amnistia afirma que a resposta da polícia, “com bastonadas e força excessiva”, que está a provocar feridos e hospitalizações, “é uma escolha”.
“Pode e tem de ser parada pelas autoridades portuguesas”, afirmou João Godinho Martins.
“A Amnistia Internacional voltou a ter observadores na manifestação em Lisboa. Continuamos a documentar e a manifestar preocupação com o uso excessivo da força pela polícia. Vamos contactar com urgência o Ministro da Administração Interna com a informação de que dispomos sobre violações de direitos humanos e instar à adopção imediata das medidas necessárias para garantir que o direito de manifestação é respeitado e facilitado”, disse o responsável, citado no mesmo comunicado.
A Amnistia Internacional pede ao Governo que garanta “a responsabilização da polícia pelo uso excessivo da força”, afirmando que vai continuar a pressionar pelo “direito de reunião pacífica em Portugal”.


