Nacional | 09-08-2022 14:59

Oito milhões de euros das seguradoras para os afectados pelos incêndios de Julho  

A quase totalidade dos prejuízos reportados diz respeito a seguros de multirrisco, tanto de comércio e indústria (49%) como de habitação (37%).

As seguradoras estimam pagar indemnizações de oito milhões de euros relativas aos incêndios ocorridos durante a vigência do estado de contingência e de alerta decretado em Julho, segundo um inquérito da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). 

As conclusões do inquérito aos associados, hoje divulgadas em comunicado da APS, indicam ainda que Leiria foi o distrito com mais sinistros participados, mas os sinistros que envolvem maiores prejuízos foram participados nos distritos de Faro e de Aveiro. 

A quase totalidade dos prejuízos reportados diz respeito a seguros de multirrisco, tanto de comércio e indústria (49%) como de habitação (37%). 

“A situação que o país atravessou recentemente, e a frequência cada vez maior dos eventos climáticos que estão na sua origem, reforçam a importância do seguro enquanto elemento de mitigação das perdas sofridas e factor de estabilidade da vida das pessoas e das empresas”, afirmou o presidente da APS, José Galamba de Oliveira, em comunicado. 

O ano de 2022, segundo dados até 31 de Julho do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), foi o quinto valor mais elevado em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida, desde 2012. 

O mês de Julho é este ano o que apresenta maior número de incêndios rurais, 40% do total, sendo também o mês de mais área ardida, 46.996 hectares, o que representa 81% de toda a área ardida registada este ano. 

Os cinco maiores incêndios deste ano ocorreram todos no mês de Julho, sendo o que consumiu mais área foi o que deflagrou no concelho de Murça, Vila Real, em 17 de Julho (7.058 hectares). Segue-se o incêndio de Pombal, Leiria, com 5.126 hectares de área ardida (em 08 de Julho). 

Em terceiro lugar o incêndio de Chaves, Vila Real, de 15 de Julho, com 3.368 hectares ardidos, depois Carrazeda de Ansiães, Bragança, em 07 de Julho, com 3.330 hectares ardidos, e Ourém, Santarém, também em 07 de Julho, que consumiu 2.936 hectares. 

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