O MIRANTE dos Leitores | 18-02-2020 12:30

Em vez de tristes figuras façam mas é uma nova ponte entre a Golegã e a Chamusca

Em vez de tristes figuras façam mas é uma nova ponte entre a Golegã e a Chamusca
O MIRANTE DOS LEITORES

A proposta do Bloco de Esquerda, feita no âmbito da discussão do Orçamento de Estado era simples e “fofinha”, como se diz habitualmente nas redes sociais a propósito de vídeos de gatinhos.

A proposta do Bloco de Esquerda, feita no âmbito da discussão do Orçamento de Estado era simples e “fofinha”, como se diz habitualmente nas redes sociais a propósito de vídeos de gatinhos. Defendia que o Governo desse início, já este ano, às acções necessárias para assegurar a construção de uma nova travessia do rio Tejo entre a Chamusca e a Golegã. E lembrava que a ponte é há muito reclamada pelas populações e pelas autarquias da zona.

Tendo em conta todas as declarações políticas dos últimos vinte anos, era, antecipadamente, uma proposta aprovada, mas foi reprovada pelos deputados do PS, Chega e IL, as abstenções do PSD e CDS. Apenas BE, PCP, PEV e PAN votaram a favor.

Por tretas destas é que não gosto da nossa classe política. Querem uma ponte nova há duas décadas, fartam-se de exigir, reclamar, etc e tal e depois nem sequer uma proposta para “iniciarem as acções para assegurar a construção da ponte”, aprovam. Sacristas!!!

Mas pior que isso é a desfaçatez de algumas das inúmeras tristes figuras da política aqui das nossas terrinhas. O presidente da Câmara da Chamusca, o socialista Paulo Queimado, veio em defesa do indefensável, dizendo, com o seu habitual descaramento, que o PS tinha feito bem em votar contra porque a proposta era “avulsa, isolada e mal formulada”. Claro que os socialistas podiam eles mesmos terem feito uma proposta “não avulsa, não isolada e muito bem fundamentada”, mas isso...

No campeonato da hipocrisia entrou também o deputado socialista Hugo Costa, eleito pelo círculo eleitoral de Santarém. Esta sumidade, que já vi a botar discurso no Parlamento em defesa da alheira de Mirandela, também aplaude a não aprovação da proposta por a mesma “não ter enquadramento legal”. É lamentável mas não surpreende por não destoar do que vem na linha. Façam lá os enquadramentos legais que quiserem mas deixem-se de desculpas. A ponte e o que falta do IC3 já deviam estar feitos há muitos anos.

Carlos Serafim de Carvalho

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