A Palavra dos Leitores | 25-04-2022 11:59

Ucranianos que fugiram só contam com a ajuda de cidadãos e de alguns municípios

Os ucranianos que fugiram da guerra, a maioria dos quais mulheres e crianças, só podem contar consigo próprios e com a solidariedade de cidadãos, autarquias e empresas.

Os ucranianos que fugiram da guerra, a maioria dos quais mulheres e crianças, só podem contar consigo próprios e com a solidariedade de cidadãos, autarquias e empresas. Como não são considerados refugiados não têm as ajudas normalmente atribuídas a esses cidadãos.
Na prática, o estatuto de “protecção temporária” que lhes foi concedido apenas lhes dá número de Segurança Social; de Finanças e de utente do Serviço Nacional de Saúde pressupondo o Estado que comecem de imediato a trabalhar. E foi essa a ideia que passou com a criação da bolsa de emprego. Mas, embora essa seja a vontade da grande maioria, isso não é fácil. Porque não falam português e porque, sendo a maioria mulheres com filhos menores bebés, têm algumas limitações daí decorrentes.
O que lhes tem valido neste período inicial tem sido a enorme ajuda solidária dos portugueses e dos ucranianos residentes e Portugal, através da mobilização para recolha de roupas, calçado, brinquedos, comida, donativos monetários, serviços de tradução e acompanhamento a consultas médicas, ao SEF e outros serviços, promoção de aulas de português, etc…e das câmaras municipais, que têm procurado encontrar soluções a nível de habitação e coordenado alguns apoios tendo as seus assistentes sociais desempenhado um papel fundamental.
Como dizia há dias o director-geral do Serviço Jesuíta aos Refugiados, André Costa Jorge, “A sociedade civil fez o que devia: foi solidária. O Estado ficou a aplaudir”.
Fernando de Carvalho

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