O MIRANTE dos Leitores | 16-01-2023 07:00

Santarém, qual o rumo?

Como observador atento tenho em O MIRANTE uma fonte de informação diversificada.

Como observador atento tenho em O MIRANTE uma fonte de informação diversificada que é uma amostra das sensibilidades, anseios da população e objectivos de autarcas, empresários e entidades locais e regionais. Na edição de 22 de Dezembro refere a deficiente “estratégia” ou ausência dela, como no orçamento de Tomar para 2023, ou do eventual futuro aeroporto.
Demografia, agricultura, turismo, indústria, comércio, serviços, educação e saúde são o essencial do “queijo”, a parte quantificável da complexa equação que lhe deu origem, e agora? Mão-de-obra intensiva versus automação/robotização, ou aposta na transformação digital? E de Demografia, como estamos e o que queremos? Manter ou apostar na imigração e nesse caso selectiva ou diversificada?
Há empresários a dar o seu exemplo de terem crescido a “pôr a mão na massa”, outros a lamentar-se da falta de mão-de-obra qualificada, outros ainda a pensar nas licenciaturas como redundância. Também não há convergência de opinião dos autarcas. Paralelamente, e em contra-ciclo à tendência, há freguesias a desagregar-se numa clara manifestação: reverter a posse da “minha quinta”
Para o meu horizonte temporal não me alarmo, cumpri exaustivamente a minha parte, mas tenho família por isso me interrogo: qual o plano estratégico em execução? Quais os sectores a expandir e/ou a contrair, qual a perspectiva de captação de capitais externos, qual a dimensão do seu investimento em industrialização e serviços, quantos postos de trabalho vai criar e quais os níveis de qualificação, qual o resultado da internacionalização das nossas empresas, e seu contributo nas exportações, e ou transferência tecnológica, em que medida esse plano se insere nas oportunidades de interacção com as instituições de ensino?
Educação: perante tantas incertezas e tecnologias emergentes, quais as vias que conduzem a uma melhor adaptabilidade às profissões do futuro? Manter a via universitária como a imprescindível elite científica e criar de raiz uma via profissional sectorial, objectivamente focada às necessidades reais e empregabilidade, prescindindo de um “tronco” comum como forma de “aliciar” a juventude?
A lista seria extensa, as variantes complexas por interdependentes, essa a principal razão para um guião, e esse obriga naturalmente a um bom planeamento estratégico. Honestamente, em nada disto penso, menos ainda sugiro, a utopia não faz o meu estilo, mas merecemos saber o caminho que nos espera, ainda que por vezes sinuoso, sobretudo, temos de saber o que semear, porque só depois virá a colheita.
Rui Figueiredo Jacinto

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