Hábitos anti-sociais agravados pelas restrições da pandemia desumanizam-nos sem nos apercebermos
A pandemia começou em 2019 e pôs toda a Humanidade na cadeia, por decreto.
A pandemia começou em 2019 e pôs toda a Humanidade na cadeia, por decreto, com a porta aberta com as chaves na mão, mas sem se poder sair. Decretou-se que tínhamos que ficar em casa sem sair nem para comer; decretou-se o trabalho em casa e foi uma correria para comprar todo o material necessário para se poder concretizar o trabalho e decretou-se o fim dos festivais, feiras e até mesmo férias, assim como toda a actividade de desenvolvimento económico, que dava empregos a milhões de pessoas.
A situação criou novos hábitos e acentuou o alheamento e distanciamento que já se estava a sentir antes. Não saindo de casa não existe convívio, não se dão os bons dias, boas tardes ou boas noites, nem se repara em ninguém e mesmo saindo, muitos que andam nas ruas, nos transportes, nas lojas ou onde quer que seja, andam de olhos postos nos telemóveis, não vendo ninguém.
Estas mudanças aconteceram todas muito rapidamente não dando tempo à Humanidade de se aperceber do prejuízo que é ficar individualista e perder toda a sua cultura, liberdade de escolha, dignidade e o respeito pelos mais velhos, crianças e mulheres. É necessário começar a pensar em abrandar no uso destas tecnologias e nas aplicações e voltarmos a pensar como gente de carne e osso, que é o que somos.
Célia Monteiro - Póvoa de Santa Iria