O MIRANTE dos Leitores | 09-01-2026 10:20

Ano Novo, vida nova… ou talvez não

Júlia Bernardino

Em Portugal avizinham-se as presidenciais. E é vasto o leque de candidatos! Coragem para representar o país e os seus habitantes, liderança para conduzir a nação dos nossos “egrégios avós” a um futuro onde a IA e a digitalização imperam, são assuntos que, certamente, todos gostaríamos de ver tratados nas suas agendas e nas suas campanhas.

Entre taças de champanhe ou espumante, consoante a carteira, mais ou menos recheada, de quem adquiriu a festivaleira bebida, entre o ribombar dos relâmpagos coloridos que, um após outro, estrelam os céus com as cores do arco-íris, soam as doze badaladas que anunciam um novo ano – E eis que é chegado 2026.

No calendário chinês, não é um ano qualquer! É o ano do cavalo de fogo que, segundo os ancestrais asiáticos, simboliza o movimento, a liberdade, a vitalidade, a paixão e a transformação que, se por um lado, são representados pela coragem, pela ação, pela independência e pela transformação, pelo outro, fazem anunciar uma época de feitos impulsivos e intensos.

Para engrandecer as ações que, ao que tudo indica, se adivinham de grande transformação, deparamo-nos com a numerologia que circunda 2026 e que se traduz, somente no número 1. O número 1 é único… indica o início, simboliza o começo, a liderança, a independência e a individualidade, a força de quem se ergue e dá o primeiro passo em busca do seu caminho, do seu destino, da sua felicidade.

Em Portugal avizinham-se as presidenciais. E é vasto o leque de candidatos! Coragem para representar o país e os seus habitantes, liderança para conduzir a nação dos nossos “egrégios avós” a um futuro onde a IA e a digitalização imperam, são assuntos que, certamente, todos gostaríamos de ver tratados nas suas agendas e nas suas campanhas. Contudo, parece que ano novo, não é vida nova: há problemas e assuntos emergentes e relacionados com a educação que necessitam de solução! Não serão assustadores os parcos números de professores qualificados para as funções docentes? E a idade dos que estão no terreno, há décadas e décadas a lecionar? O que se propõem construir, em conjunto com o governo, estes candidatos, para que de novo os nossos jovens queiram seguir essa nobre carreira que é a docência? Ano novo, vida nova? Talvez não! Até ao momento nenhum dos candidatos se pronunciou sobre este assunto, que seria bastante pertinente no momento em que o Estatuto da Carreira Docente está em negociações. Esquecimento ou demonstração da pouca importância que darão ao futuro de Portugal? - O futuro de uma nação tem as suas bases assentes no Ensino, na Saúde e na Justiça! Tomara que estes candidatos se encham de coragem e não esqueçam quais as pedras basilares da nação, pois nem só de política vive o país!

Sendo um ano de grandes feitos, há que exortar a liberdade, a coragem e a força, para todas as mulheres, e homens também, que continuam a sofrer em silêncio os abusos e a violência que assolam os seus lares e destroem as suas almas. Tal, é o que almejo, não só para o meu (nosso) país, mas para o Mundo em geral – Notícias de famílias destruídas em prol do ciúme e da ignorância humana que resultam em violência doméstica, continuam a ser transmitidas pelos meios de comunicação social, no século XXI – A anos-luz dos tempos “do antigamente”, mas com problemas tão idênticos!

2026, segunda década do século XXI e tanto há ainda para mudar na mentalidade humana! Há que agir, há que fazer das escolas, dos centros de estudo e de apoio à juventude, os veículos transmissores da coragem e da individualidade. Urge incutir nos nossos jovens valores basilares do ser humano, sendo o primeiro o respeito pela vida humana e pelo direito à sua individualidade. Não deixemos que os nossos jovens retrocedam no tempo e relembremos o que alguns teimam em esquecer:

- “Não, é não!”

Não, não é talvez, e muito menos será sim.

Não, é uma palavra que hoje em dia tende a ser relegada para segundo plano, pois a criança, ou o jovem, pode sentir frustração!

É importante as famílias e as escolas ensinarem a dizer “Não”, tanto quanto “Sim”, pois só desta forma os jovens aprenderão a fazer as suas escolhas conscientes e a capacitarem-se enquanto cidadãos do mundo, a “saberem ser e a saberem estar”, num futuro digital que em tudo será semelhante ao presente e ao passado, se persistirem ideias de posse conducentes à violência e ao ceifar da vida humana.

Que o novo ano traga esta consciência coletiva e decisões governamentais assentes na dignidade humana, no trabalho e no progresso do País é, certamente, o que todos desejamos!

Feliz 2026!

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias