As cheias e a inacção
As cheias no Ribatejo podem ser um cenário cada vez mais frequente com as alterações climáticas.
As cheias no Ribatejo podem ser um cenário cada vez mais frequente com as alterações climáticas. Os ribatejanos conhecem bem a força dos rios, mas também sabem que muito do que se vive hoje resulta de décadas de adiamentos, de obras prometidas e nunca concluídas, de soluções paliativas que apenas empurram o problema para a frente. As tempestades recentes mostraram, mais uma vez, que a região permanece vulnerável e que a protecção civil, apesar do esforço notável, não pode substituir políticas públicas consistentes.
É urgente que o país olhe para o Ribatejo não apenas quando as imagens das cheias abrem telejornais. As populações precisam de segurança, de planeamento e de investimento real em prevenção. O Tejo continuará a ser o que sempre foi; cabe-nos garantir que as pessoas não continuem a pagar, ano após ano, o preço da inacção.
Manuel Figueiredo


