A expansão do eucalipto
A leitura do recente trabalho de O MIRANTE sobre a expansão do eucalipto no Médio Tejo deveria preocupar qualquer cidadão atento.
A leitura do recente trabalho de O MIRANTE sobre a expansão do eucalipto no Médio Tejo deveria preocupar qualquer cidadão atento. Saber que, em vários concelhos, esta espécie já ocupa mais de metade da área florestal é sinal de que estamos a perder diversidade, paisagem e resiliência. O lucro rápido continua a sobrepor‑se ao interesse colectivo, enquanto o território se torna mais vulnerável ao fogo e ao abandono. Os dados do Inventário Florestal Nacional mostram que a mudança é profunda e não é para melhor. A floresta ribatejana está a transformar‑se num monocultivo que empobrece o solo, aumenta o risco de incêndio e afasta actividades económicas sustentáveis. Falta coragem política para travar esta tendência e promover uma gestão florestal que sirva as populações e não apenas a indústria. Continuar a plantar eucalipto como se não houvesse amanhã é hipotecar o futuro de uma região que merece muito mais do que arder todos os Verões.
Manuel da Silva Bento


