O MIRANTE | 20-11-2020 10:00

“Duas centrais fotovoltaicas a produzir metade do consumo de energia do concelho”

“Duas centrais fotovoltaicas a produzir metade do consumo de energia do concelho”
ESPECIAL ANIVERSÁRIO
Hélder Esménio - Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos

Hélder Esménio - Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos.

Os principais problemas ambientais do concelho estão associados ao rio Tejo devido a descargas ilegais de produtos poluentes. A isso acresce a frequente escassez de caudal de água nos meses de Verão. Uma mais rigorosa fiscalização pode evitar alguns desses episódios permitindo que os municípios ribeirinhos não vejam afectada a sua economia e a estratégia de promoção e fruição do turismo natureza.

Temos feito acções de sensibilização para evitar a proliferação do abandono de todo o tipo de resíduos junto às linhas de água e nas matas e charnecas. Criámos com as juntas de freguesia uma rede de recolha domiciliária de monos e de ramagens, algumas vezes fazendo-o junto aos ecopontos e recipientes de recolha de RSU colocados nas vias públicas. Todos esses resíduos são encaminhados depois para destino final para o devido tratamento.

Ao nível da Lezíria do Tejo e no concelho de Salvaterra de Magos foi grande o investimento na aplicação da tecnologia LED na iluminação pública. Obtivemos dessa forma ganhos ambientais relevantes. Só no concelho de Salvaterra de Magos o investimento foi de cerca de um milhão de euros, o que é muito para um concelho com as nossas disponibilidades orçamentais.

Crescem muito os investimentos nacionais, públicos e privados, no domínio do ambiente. Em Salvaterra de Magos temos já duas centrais fotovoltaicas aprovadas e em construção com capacidade que ultrapassa em 50% o consumo de energia do concelho. Existem outros pedidos de informação prévia em apreciação nos serviços municipais. Passo a passo se vai fazendo o caminho com a prudência que se impõe para não aumentar o desemprego numa altura onde as crises económica e social, por razões sanitárias, tenderão a agravar-se.

A redução de pesticidas faz parte do caminho para proteger este planeta que é o único onde podemos viver. Mas a progressão que se fizer na alteração das culturas e/ou produções agrícolas tem de ser feita com os agricultores, para que não se corra o risco de eles perderem os seus meios de sustento e não pôr em causa os alimentos necessários para garantir a subsistência de um cada vez mais populoso planeta. A formação e o enquadramento técnico no terreno daqueles que se dedicam à agro-indústria é fundamental para o sucesso do caminho a trilhar.

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