O MIRANTE | 17-11-2022 14:00

A nossa região precisa de se afirmar como o verdadeiro Centro de Portugal para ter um futuro brilhante

A nossa região precisa de se afirmar como o verdadeiro Centro de Portugal para ter um futuro brilhante
ESPECIAL 35 ANOS DE O MIRANTE
António Borges Presidente da Câmara Municipal do Sardoal

Costumo dizer que profissionalmente não existem problemas, mas sim assuntos por resolver. Problemas verdadeiros são os relacionados com a saúde que muitos não têm. Tudo o resto se vai resolvendo.

Quando se refere à nossa região a que se refere?

Nos dias de hoje, o concelho de Sardoal, como costumo dizer, é muito mais que os seus 92 Km2. É toda uma região, considerando região todo um território com que interagimos, seja região Centro, Médio Tejo, os parceiros do GAL-TAGUS, seja o próprio Ribatejo.

Que alterações defende para dar mais consistência à nossa região e que entraves existem para as concretizar?

Temos permitido que a chamada região centro seja deslocalizada para outras regiões como, por exemplo Viseu, sendo certo que somos nós que estamos no verdadeiro Centro de Portugal. Considerando esta centralidade como algo positivo temos de nos afirmar como tal e não permitir que outros o façam.

Como imagina o futuro da região?

Como disse, a nossa região precisa de se afirmar como o verdadeiro Centro de Portugal, se assim for podemos ter um futuro brilhante. Por exemplo, se um investidor procurar o Centro para investir, em qual Centro será?

No nosso Centro ou no pseudo Centro?

Qual foi a altura em que se sentiu mais optimista, quer a nível profissional quer pessoal?

Sou um optimista por natureza. As coisas têm corrido bem, tanto a nível profissional como pessoal. Poderia sempre ser melhor, é verdade, mas vamos vivendo com o que temos, mesmo com os percalços que vamos apanhando pelo caminho. Costumo dizer que profissionalmente não existem problemas, mas sim assuntos por resolver. Problemas podem existir sim, verdadeiros problemas são os relacionados com a saúde que muitos não têm, tudo o resto se vai resolvendo.

Como encara a notícia do interesse de um grupo de investidores privados em fazer um aeroporto em Santarém?

Uma excelente notícia. Para a nossa região, por razões óbvias, e para o país que fica com um aeroporto no Centro do país (no verdadeiro Centro) e com o menor investimento nacional até agora apresentado.

Quando se perspectiva o futuro costuma olhar-se para o passado. Neste caso do aeroporto vale a pena fazer esse exercício ou é melhor ignorar o que se passou?

Podemos olhar para o passado vendo o tempo que já perdemos, principalmente por falta de coragem política para decidirmos. Interessa principalmente o futuro e o melhor para o país é, sem dúvida, o aeroporto na nossa região e assim o passado só pode servir para aprender a tomar esta boa decisão.

Quais considera terem sido os maiores sucessos da região nos últimos trinta e cinco anos?

Têm sido muitos os sucessos da nossa região, pequenos sucessos que todos juntos tornam grande uma região. Destaco o trabalho que tem sido feito pelas duas CIM’s e a boa articulação entre elas assim como o trabalho realizado pela Comissão Distrital de Protecção Civil e os municípios no período Covid-19.

E os maiores fracassos?

O maior fracasso chama-se Tejo. Bem sei que não depende só de nós, mas na verdade o Tejo tem vindo a definhar de dia para dia.

Portugal é o país da União Europeia mais dependente dos fundos europeus. Será que já não conseguimos fazer nada sem eles?

Há mais mundo para além dos fundos comunitários. Se a eles temos acesso, devemos entendê-los como estruturais para que mais tarde possamos viver sem eles. Nas autarquias continuamos a fazer muitos e bons investimentos sem fundos comunitários que, volto a dizer, deverão ser estruturais. Não só é importante sabermos viver sem eles como em determinado momento sermos chamados a contribuir para outros países que mais precisem ou novas entradas na comunidade. Temos de ser solidários e estarmos preparados.

Uma significativa parte da população recebe informação seleccionada por algoritmos e difundida automaticamente pelas redes sociais. É o seu caso?

Acompanho as redes sociais, mas com uma grande triagem sobre o que lá vem e mesmo assim tento validar por outros meios de informação que considero verdadeiramente confiáveis.

Considera que a informação mais relevante da câmara municipal está a chegar aos destinatários?

Julgo que a informação mais relevante chega através do trabalho realizado pelo gabinete de comunicação do município em articulação com todos os parceiros.

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