O MIRANTE | 18-11-2022 10:23

“Não pode haver uma máquina burocrática a impedir projectos para melhorar a vida das pessoas e o trabalho das empresas”

“Não pode haver uma máquina burocrática a impedir projectos para melhorar a vida das pessoas e o trabalho das empresas”
ESPECIAL 35 ANOS DE O MIRANTE
Filipa Martinho Professora e Delegada do Administrador do ISLA Santarém

Santarém e o Ribatejo são os lugares a que chamo casa e família. Foi sempre muito claro para mim que Santarém seria a minha referência de vida apesar de ter estudado Psicologia em Lisboa.

Encaro a possibilidade da construção do aeroporto em Santarém com entusiasmo moderado. Essa opção surgiu só agora apesar de rivalizar com outras opções de localização que podem levar vantagem nesta fase. Teremos uma resposta só no final do próximo ano, o que também reforça a minha moderação. Agora, sem dúvida, que uma infra-estrutura desta dimensão traria uma grande e boa revolução - mais modernidade, obra, emprego e Santarém seria a capital aglutinadora entre as várias regiões do país e projectava Santarém em todo o mundo. Só o facto de haver uma iniciativa privada a fazer um aeroporto em Santarém é uma notícia que nos deve deixar orgulhosos.

Temos que recusar a ideia que pode haver uma máquina burocrática a impedir projectos para melhorar a qualidade de vida das pessoas. E que possa impedir a região de dar melhores condições às empresas que escolheram Santarém para se instalar. Já há muito tempo que penso que tudo passa por uma questão de paradigma assente em vários desafios que nos levem para uma ponte de futuro - onde queremos estar daqui a 5 ou 10 anos?

Vamos juntar esforços, reforçar o conceito de comunidade escalabitana, definir os próximos passos e agir. É a acção que faz a diferença e se estivermos todos em sintonia aí não há “entraves” que nos travem.

Estou a viver uma das fases mais optimistas da minha vida. E tem a ver com a abertura, muito em breve, na íntegra, do novo pólo universitário do ISLA Santarém. Mais salas, laboratórios e auditórios para completar a nossa missão como escola de excelência da cidade e da região. O ISLA tem cada vez mais alunos nas mais variadas modalidades de ensino e vamos continuar a fomentar a ligação da nossa instituição com o tecido empresarial para criarmos oportunidades de trabalho aos nossos alunos para que possam expôr o seu valor e talento e poderem fixar-se na nossa terra.

Quando se fala de fundos comunitários interrogo-me sempre sobre o que seria de nós sem eles. Todos concordaremos que Portugal está melhor do que há 10, 20 ou 35 anos. Vejo a coesão mais no sentido solidário, que devemos trabalhar a coesão interna, colmatar as discrepâncias, por exemplo, entre o interior e o litoral e é para isso que deve servir o investimento público. O que temos que saber é se os milhões dos fundos comunitários e agora do PRR estão a ser executados com impacto positivo nas pessoas.

Temos uma equipa profissional com talento que trabalha conteúdos diferenciadores nas redes sociais para fazer chegar a nossa informação. Estamos tão atentos que já nos rendemos ao Tik-Tok (risos). E todos os anos programamos sempre uma campanha institucional que inclui um vídeo promocional que conta com a cumplicidade dos nossos embaixadores. Ano após ano renovamos a nossa oferta com uma nova história e a actualização do guião. Estamos sempre a pensar como fazer mais e melhorar. Claro que a nossa preferência também engloba as opções clássicas como os mupis nos autocarros e os outdoors nas grandes vias de acesso e a imprensa.

O ISLA está no coração da cidade de Santarém e sentimos a proximidade da comunidade a todo o instante. Estamos muito satisfeitos com a nossa presença no Largo Cândido dos Reis, em toda a sua dimensão. A nossa presença não é um mero código postal apesar de agora estarmos num edifício que já foi dos Correios. (risos)

Revejo-me em todos os políticos locais que trabalham pela sua terra. E a nossa terra deve ser sempre o foco entre quem está mandatado para governar e para fazer oposição. Se houver pontes de entendimento ficamos todos a ganhar. Se houver crítica desconstrutiva sai-se a perder.

Santarém e o Ribatejo são os lugares a que chamo casa e família. É aqui que reside o meu raio de acção na minha vida pessoal e profissional. Foi sempre muito claro para mim que Santarém seria a minha referência de vida apesar de ter estudado Psicologia em Lisboa. É aqui que gosto de ajudar as pessoas a ter uma vida mais plena e próspera. É aqui que trabalho todos os dias ao serviço do ISLA Santarém, para um ensino superior de excelência e um futuro de sucesso para todos os alunos que confiam em nós.

Quero dar os parabéns ao jornal O MIRANTE por fazer parte da nossa história colectiva há 35 anos. E por apostar forte no digital e manter a apetência pela edição em papel. Ao longo destes anos agradecemos o acompanhamento ao crescimento do ISLA Santarém e estão já convidados para a inauguração do nosso novo pólo universitário que vai acrescentar valor de ensino a Santarém e ao Ribatejo.

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