O MIRANTE | 18-11-2022 07:23

“O fracasso da região é ainda não ter conseguido capitalizar a mais-valia que o rio Tejo representa”

“O fracasso da região é ainda não ter conseguido capitalizar a mais-valia que o rio Tejo representa”
ESPECIAL 35 ANOS DE O MIRANTE
Diamantino Duarte Presidente da União de Freguesias de Santarém

Seremos sempre capazes de fazer muito sem os fundos comunitários, mas enquanto eles estiverem disponíveis devemos aproveitá-los da melhor forma.

Como encara a notícia do interesse de um grupo de investidores privados em fazer um aeroporto em Santarém?

É bom saber que a nossa região atrai investidores com a finalidade de criar riqueza para a mesma. Por isso esta notícia só pode ser encarada com muito interesse.

Quando se perspectiva o futuro costuma olhar-se para o passado. Neste caso do aeroporto vale a pena fazer esse exercício ou é melhor ignorar o que se passou?

Nunca devemos esquecer o passado como forma de preparar o futuro.

Quais considera terem sido os maiores sucessos da região nos últimos trinta e cinco anos?

O desenvolvimento do turismo e do tecido empresarial.

E os maiores fracassos?

Ainda não termos conseguido capitalizar a mais valia que o rio Tejo representa.

Segundo o relatório: “A coesão na Europa no horizonte de 2050”. divulgado em Fevereiro, Portugal é o país da União Europeia mais dependente dos fundos europeus. Já não conseguimos fazer nada sem fundos comunitários?

Os fundos comunitários servem precisamente para permitir aos vários países europeus capitalizar e fomentar o seu desenvolvimento e aumentar a capacidade de investimento de cada país. Seremos sempre capazes de fazer muito sem os fundos, no entanto, enquanto eles estiverem disponíveis, devemos saber aproveitá-los da melhor forma para assim melhorarmos ainda mais a vida dos portugueses.

Uma significativa parte da população recebe informação seleccionada por algoritmos e difundida automaticamente pelas redes sociais. Como selecciona a informação que lhe pode ser útil?

No âmbito das funções que desempenho e também na minha vida pessoal, assim como qualquer outro cidadão informado e preocupado com a sociedade em que vive, tenho a obrigação de procurar os meios de comunicação fidedignos, com sentido critico sobre a informação disponibilizada

Considera que a informação mais relevante relativa ao seu trabalho e à sua organização está a chegar aos destinatários? Como faz para que isso aconteça e o que poderia ser feito para melhorar?

Tudo fazemos diariamente em prol da proximidade e da transparência para com a população para a qual trabalhamos. Para isso recorremos às redes sociais e aos meios de comunicação tradicionais.

Quando se refere à nossa região, a que se refere em concreto?

Quando falo em região falo numa zona territorial que engloba aquilo que hoje denominamos como região do Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo.

Que alterações defende para lhe dar mais consistência e que entraves existem para as concretizar?

A primeira prioridade, por ser a de mais rápida concretização, é a constituição de uma NUT que abranja a região que identifiquei. Depois existe a necessidade de se avançar com o processo de regionalização do país, dotando as diversas regiões de órgão políticos eleitos directamente pelas populações, que assumam para com as mesmas a responsabilidade na implementação de medidas concretas para o desenvolvimento. Sobre os entraves existentes, resumo a um único: falta de coragem dos políticos deste país em cumprir a Constituição.

Qual foi a altura em que se sentiu mais optimista, quer a nível profissional, quer pessoal?

Optimista sou sempre, independentemente da altura, porque acredito que o melhor povo do mundo, o português, sabe sempre encontrar a melhor solução para todos os problemas que lhe são colocados.

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