O MIRANTE | 18-11-2022 13:23

Precisamos de mais espaços para empresas. A região precisa de pessoas e só há pessoas onde existe trabalho

Precisamos de mais espaços para empresas. A região precisa de pessoas e só há pessoas onde existe trabalho
ESPECIAL 35 ANOS DE O MIRANTE
Frederico Roque Administrador da Roques Vale do Tejo S.A - Santarém

Estamos diariamente a adaptar-nos a uma nova realidade e temos muitos desafios pela frente, mas estou convicto que, embora de uma forma diferente, temos um futuro promissor.

Que alterações defende para dar mais consistência à nossa região e que entraves existem para as concretizar?

Defendo a criação de mais espaços para o desenvolvimento de negócios. A região precisa de pessoas e só há pessoas onde há indústria.

Está satisfeito com a localização da sua empresa?

Em relação a isso estou satisfeito. Somos uma empresa familiar implantada no concelho de Santarém há mais de 50 anos, com filiais em Torres Novas e Vila Franca de Xira, e contribuímos para o desenvolvimento da região.

Um dos problemas de muitas empresas tem sido a falta de mão-de-obra. Tem sido afectado nesse aspecto?

Felizmente, sendo a nossa empresa, conhecida e tendo notoriedade não temos tido, até agora, muita dificuldade em encontrar mão-de-obra.

Qual foi a altura em que se sentiu mais optimista, quer a nível profissional quer pessoal?

A última vez que me senti optimista foi com a notícia do interesse de um grupo de investidores privados em fazer um aeroporto em Santarém. Encaro essa possibilidade com entusiasmo e se tal acontecer vai trazer muita riqueza e desenvolvimento à região.

Como encara o futuro da sua empresa?

A Roques Vale do Tejo está ligada a um sector em transformação. Estamos diariamente a adaptar-nos a uma nova realidade e temos muitos desafios pela frente, mas estou convicto que, embora de uma forma diferente, temos um futuro promissor.

Segundo o relatório: “A coesão na Europa no horizonte de 2050” divulgado em Fevereiro, Portugal é o país da União Europeia mais dependente dos fundos europeus. Será que já não conseguimos fazer nada sem os fundos comunitários?

Infelizmente algumas pessoas e algumas empresas habituaram-se a viver à custa do dinheiro da Europa e não lutam diariamente, como nós, para criar riqueza, sem apoios.

Uma significativa parte da população recebe informação seleccionada por algoritmos e difundida automaticamente pelas redes sociais. É o seu caso?

Também é o meu caso, mas escolho o que me interessa e não me foco no que não está directamente ligado ao meu dia-a-dia.

A informação mais relevante relativa à sua empresa está a chegar aos destinatários? Como faz para que isso aconteça?

Calculo que a informação chegue aos destinatários. Utilizamos todos os meios ao nosso alcance para que isso aconteça, desde redes sociais a imprensa.

Os empresários estão bem representados junto dos organismos oficiais que, regra geral, encaminham os dinheiros que chegam da Comunidade Europeia ou aprovam os projectos de investimento junto dos organismos oficiais?

Neste momento a minha opinião é negativa relativamente à representação dos empresários neste contexto.

Se tiver um problema com as Finanças ou outro organismo de Estado acha que tem a ajuda de que necessita por parte das associações?

Não sei. Nunca tivemos essa necessidade.

Revê-se nos líderes políticos locais ou em algum em particular?

Revejo, mas acho que ainda há muito por fazer.

Os Institutos Politécnicos podem ser parceiros ou acha que estamos a falar de instituições que vivem noutra dimensão?

Podem ser parceiros e têm sido, bem como as escolas profissionais. Nesta altura trabalhamos com o Instituto Politécnico de Santarém. E também colaboramos com o Centro de Formação Profissional - Cenfim.

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