O MIRANTE | 18-11-2022 15:23

“Sou um optimista e nas funções que exerço não posso deixar margem para lamentações”

“Sou um optimista e nas funções que exerço não posso deixar margem para lamentações”
ESPECIAL 35 ANOS DE O MIRANTE
Luís Albuquerque Presidente da Câmara Municipal de Ourém

É verdade que dependemos de fundos europeus para garantir equipamentos, estruturas e infra-estruturas essenciais. Mas também é verdade que temos conseguido resolver problemas de grande envergadura sem precisar deles.

Por imperativo do cargo para o qual fui eleito pela esmagadora maioria dos eleitores entendo o conceito de ‘nossa região’ como o concelho de Ourém. É aqui que centro todas as minhas energias, mas é óbvio que não podemos ignorar o conceito macro desta expressão nem tão pouco a região que envolve o município de Ourém.

Somos o concelho mais a norte do distrito de Santarém e da região do Médio Tejo. Por esse motivo, é natural que o conceito de ‘nossa região’ tenha um significado diferente dos responsáveis por municípios mais centralizados na região. Ourém pertence ao distrito de Santarém, mas integra a Beira Litoral. Não somos ribatejanos e temos poucos traços em comum com os concelhos vizinhos que integram o Ribatejo. Talvez pela proximidade a Leiria e à própria faixa litoral temos outros costumes e outras características que nos diferenciam.

Já expressei publicamente o meu agrado perante a hipótese do novo aeroporto ser feito em Santarém. Acredito que o concelho de Ourém teria muito a ganhar pela proximidade, pelas boas acessibilidades, pela centralidade de Fátima. Seria bastante positivo e enriquecedor para o concelho e para toda a região. E Santarém beneficia de todas as condições para acolher uma infra-estrutura daquela envergadura.

Sou um optimista e nas funções que exerço não posso deixar margem para lamentações. Nas horas de maior pessimismo é arregaçar as mangas e enfrentar os problemas. Depois dos problemas com a Covid-19, quando todos pensávamos que era tempo de retomar as nossas vidas com normalidade, eclodiu esta guerra infame declarada pela Rússia à Ucrânia. É outro flagelo que condiciona as nossas vidas porque nos cria variadíssimos obstáculos como o aumento da inflação, sem falar na crise humanitária que todos conhecemos. Todas estas situações são propícias ao pessimismo mas sou praticante do optimismo.

Temos muitos sucessos a celebrar, mas destaco a capacidade que a região tem demonstrado na hora de congregar vontades. Falo, sobretudo, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo que tem sido decisiva para o desenvolvimento dos seus municípios.

A maioria das autarquias está dependente do acesso a fundos comunitários. Sem eles, não consegue avançar para a execução de empreitadas estruturantes a todos os níveis. Por imperativo de consciência devo apenas abordar o contexto do município de Ourém face aos fundos comunitários. É verdade que dependemos desta estratégia para garantir equipamentos, estruturas e infra-estruturas essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos oureenses. Mas também é verdade que o município de Ourém tem conseguido resolver vários problemas sem precisar de aceder a fundos europeus graças a uma gestão financeira séria e minuciosa.

Há empreitadas decisivas que consideramos urgentes e para as quais avançámos por conta própria. Falo de obras de grande envergadura, nas quais investimos milhões de euros sem precisar dos fundos europeus. Naturalmente que se conseguirmos financiamento melhor ainda. Poupamos aos cofres do município e temos maior liberdade para apoiar famílias, instituições e empresas. Perdoem-me a imodéstia, mas também neste contexto o município de Ourém é uma referência a nível nacional.

Devido à agenda apertada não tenho muito tempo para me sentar a ler um jornal ou uma revista em papel. Também o faço, mas não tanto quanto gostaria. A solução é aceder à informação a partir da internet. Gosto de consultar os jornais que têm edição online. Gosto de me manter actualizado e também gosto de saber o que é dito e escrito sobre Ourém.

Ourém não tem um órgão de comunicação social generalista com actualização diária e permanente. Com excepção de uma rádio local não há um jornal generalista que reporte sobre o nosso concelho de uma forma diária e efectiva. Neste contexto as redes sociais acabam por fazer o trabalho que não é feito pelos jornais locais. Usamos as plataformas da autarquia para tentar manter os oureenses (bem) informados. Temos uma página oficial, estamos presentes em quatro redes sociais e ainda editamos uma revista impressa, mas reconheço que o concelho ganharia muito se tivesse uma imprensa local com maior capacidade.

Ourém é um concelho pujante, em franco desenvolvimento, com uma capacidade empresarial acima da média na região. Temos uma taxa de desemprego nula, temos grandes investimentos públicos e privados em curso no nosso território. Enquanto autarquia somos uma das que mais contribuiu para apoiar famílias, empresas e instituições durante a pandemia.

Ao que já disse, acrescentaria um convite para visitarem Ourém. A nossa oferta começa na cidade de Fátima, mas não se esgota numa visita ao Santuário. Temos a aldeia de Aljustrel, onde nasceram os Três Pastorinhos. Temos a Vila Medieval de Ourém, que abrange o Castelo, recentemente requalificado e premiado a nível internacional. A Praia Fluvial do Agroal que tem vindo a ser melhorada ao longo dos últimos anos sendo um destino de referência no que toca a turismo ambiental. O Teatro Municipal de Ourém que oferece uma programação ao nível das melhores salas nacionais. O Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios, que é único em toda a Europa, contendo uma história com mais de 175 milhões de anos. Razões não faltam para desfrutar deste nosso concelho de Ourém.

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