O MIRANTE | 06-12-2022 09:00

A escola que leva sabor e profissionalismo aos eventos de O MIRANTE

A escola que leva sabor e profissionalismo aos eventos de O MIRANTE
Alunos da Escola Profissional do Vale do Tejo cozinharam, juntamente com os professores, todos os pratos servidos no galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Há vários anos que os alunos da Escola Profissional do Vale do Tejo marcam presença nas galas de entrega de prémios de O MIRANTE. São os primeiros a entrar e dos últimos a sair.

Fato preto, camisa branca, laço centrado no pescoço, cabelos penteados, postura recta e braços alinhados a segurar bandejas de canapés confeccionados e decorados é a imagem replicada ao longo do corredor que dá as boas-vindas aos convidados para a cerimónia do Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE, no Convento de São Francisco, em Santarém. De cada prova sai um comentário ou expressão positiva, mas o que a maioria desconhece é que aquelas miniaturas foram preparadas por alunos dos cursos técnicos de Cozinha e Pastelaria e Restaurante e Bar da Escola Profissional do Vale do Tejo.
Duas horas antes de a cerimónia começar ultimavam numa sala do convento os últimos pormenores, com a ajuda dos chefs José Pereirinha, Rita Santos e Bruno Póvoas. “Põe-se a cobertura, uma fruta, uma pétala, porque os detalhes fazem a diferença e os olhos são os primeiros a comer”, diz-nos o chef e professor José Pereirinha, antes de se preparar para distribuir tarefas aos alunos encarregues de apresentar as iguarias aos convidados. Depois explica que tudo o que chegou ao convento “quase pronto” esteve a ser confeccionado na escola desde as 09h30. “Uns fizeram as massas, outros as bases, os recheios...Todos querem participar nestes eventos porque é um desafio”, afirma.
Embora a Escola do Vale do Tejo não consiga aceitar todos os pedidos para a realização de eventos que lhes são solicitados, “porque também é preciso dar aulas”, este tipo de iniciativas é importante para alunos que como estes 18 que estão prestes a terminar a formação. Porquê? “Dá-lhes uma visão real daquilo que vão ter que fazer ao entrar no mercado de trabalho; aqui não estamos a fazer de conta que vamos servir alguém, como fazemos no restaurante pedagógico da escola. Aqui as pessoas que vão provar e vamos servir não querem saber se é uma escola ou uma empresa que fez, querem ter uma boa experiência”, explica José Pereirinha.

“Há jovens que têm muita vontade de chegar longe”
Na quinta-feira, 17 de Novembro, foram os primeiros a chegar e dos últimos a sair do Convento de São Francisco. Atentos às constantes indicações discretas dos professores - porque a bandeja está baixa, ou porque os copos estão demasiado cheios - os alunos não perdem a postura. “Há aqui jovens que têm muita vontade de ser melhores e querem chegar longe. Dão ideias, arriscam fazer estágios fora e querem ser chefs em restaurantes de renome”, revela o professor que não tem dúvidas que para cada um deles há no mercado de trabalho um lugar vago à espera de ser preenchido. Só o distrito de Santarém, prossegue, tem capacidade para os absorver a todos porque há [na hotelaria] muita falta de mão-de-obra.
Para perceber do que se fala basta olhar para o concelho de Santarém onde 90% dos restaurantes trabalha com a Escola Profissional do Vale do Tejo e “estão constantemente a pedir gente”. Muitos vão estagiar para esses restaurantes e os seus proprietários “já nem os querem deixar voltar para a escola” tal é a necessidade e a dificuldade que têm em contratar pessoas qualificadas para trabalhar na sala, ao balcão ou na cozinha. Trabalhos dos quais os restaurantes dependem já que determinam se o cliente volta ou não mais vezes.
A Escola do Vale do Tejo - fundada em 2001 e dirigida por Salomé Rafael - e os seus alunos têm marcado presença nas várias galas de entregas de prémios organizadas por O MIRANTE. Com rigor e profissionalismo conseguem, em todas elas, conquistar palatos e arrancar elogios. E se acontecerem imprevistos resolvem-se antes de algum convidado se aperceber seja neste ou num outro evento. Como no dia em que a sopa não chegava ou parte do bolo de noiva desabou pelo caminho. Alguém notou? “Não, porque no final todos comeram sopa, houve casamento e o bolo estava impecável e lindíssimo”, remata o chef.

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