O MIRANTE | 15-10-2026

Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

1 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Joaquim Cabaço, Pedro Rosa, António Torres, Helena Neves, Nuno Mira, Nelson Cunha, Silvino Lúcio, Sónia Sanfona, David Magro, Isabel Martins, Mauro Cardoso, Gustavo Carneiro, Gustavo Aires e Joaquim Emídio - foto O MIRANTE

2 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Jorge Guardado, Arlindo Dias, Pedro Patrício, Joaquim Emídio, José Varela, João Varela, João Nicolau e Ramiro Matos - foto O MIRANTE

3 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

António Marques, Ana Vicente, Joaquim Emídio, Maria Ramos Margarido, Francisco Ramos Margarido, Célio Marques e Tiago Carrão - foto O MIRANTE

4 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Joaquim Emídio, Miguel Carrinho, Hugo Costa, José Alho, José Trincão Marques, João Moutão, Pedro Mota e Cristina Mota - foto O MIRANTE

5 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Joaquim Emídio, Silvério Regalado, Luísa Teixeira, Anabela Catalão, Sónia Ferreira, Paula Borrego e Violante Carvalho - foto O MIRANTE

6 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Joaquim Emídio, José Eduardo Carvalho, Carlos Batista, Silvério Regalado, João Leite, Domingos Martinho e Frederico Roque - foto O MIRANTE

7 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

Joaquim Emídio, Mário Ribeiro, Cláudia Simões, Alexandre Laje, Sónia Henriques, Miguel Saldanha, Jaime Pinheiro e Marco Henriques - foto O MIRANTE

8 / 8
Pessoas, raízes e resiliência marcam prémios Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE

João Leite, Fernando Batista, Joaquim Emídio, Salomé Rafael, João Heitor e Joaquim Catalão - foto O MIRANTE

O valor das pessoas, a força das raízes familiares e regionais e a capacidade de superar dificuldades foram os temas centrais dos discursos dos premiados na 26.ª edição do Galardão Empresa do Ano, que O MIRANTE entregou no final da tarde de quinta-feira, 8 de Outubro. Uma cerimónia com centenas de convidados no Convento de São Francisco, em Santarém, que assistiram ao reconhecimento de quem faz crescer a região. Os distinguidos destacaram o papel dos trabalhadores, das famílias, dos clientes, dos fornecedores e das comunidades na construção e no crescimento das empresas, sublinhando a importância da resiliência, da inovação e do compromisso com o território, sem perder a identidade que marca cada projecto.

O valor das pessoas, a força das raízes familiares e regionais e a capacidade de resistir às dificuldades, inovar e crescer sem perder a identidade estiveram no centro dos discursos do Galardão Empresa do Ano que vai na 26.ª edição. Na iniciativa de O MIRANTE, que decorreu no final da tarde de quinta-feira, 8 de Outubro, no Convento de São Francisco, em Santarém, o reconhecimento empresarial foi apresentado como o resultado de um esforço colectivo, construído ao longo de anos e que envolve trabalhadores, famílias, clientes, fornecedores, agricultores, parceiros e comunidades.
Da indústria alimentar à construção, passando pela restauração, pela saúde, pelo ensino superior, pelos vinhos e pela contabilidade, os galardoados partilharam percursos marcados pela dedicação, pela persistência e pela vontade de continuar a criar valor na região. A importância das equipas e o papel das famílias cruzaram-se com a valorização das origens e do território, numa cerimónia em que também se destacou a necessidade de apoiar os produtores nacionais, garantir condições de concorrência leal, investir nas pessoas e assegurar que as empresas continuam a ser motores de desenvolvimento e oportunidades para as gerações futuras.
Mauro Cardoso recebeu o prémio Empresa do Ano em nome da Monliz, manifestando orgulho por estar entre empresas e empresários que têm para ele um significado pessoal. Destacou a ligação ao ISLA, onde estudou há muitos anos no âmbito das empresas agrícolas, à Taberna do Quinzena, onde iria estar presente mais tarde a celebrar o reconhecimento de O MIRANTE e à Farmácia Varela, recordando as ocasiões em que, há mais de 20 anos, parava à meia-noite, depois de sair do Hospital de Vila Franca de Xira, para comprar medicamentos para a bronquiolite do filho mais velho.
Destacou o papel de O MIRANTE ao continuar a acreditar que as empresas, os empresários e os trabalhadores da região merecem ser valorizados e reconhecidos. “Recebo este galardão com enorme orgulho, mas acima de tudo com humildade. Nenhuma empresa recebe um reconhecimento destes por causa de uma pessoa e, por isso, fiz questão de não subir sozinho a este palco”, afirmou. A acompanhar o director-geral da empresa sedeada em Alpiarça estiveram Isabel Martins, directora comercial há 21 anos, que representa os clientes e as gerações que ajudaram a construir a empresa; Gustavo Aires, jovem agrónomo que se juntou recentemente à Monliz e representa os agricultores da região e as futuras gerações; e Gustavo Carneiro, eleito pelos colegas como trabalhador do ano da Monliz, em representação de toda a equipa.
O responsável explicou que os três representam quem trabalha nos campos, na produção, na manutenção, na qualidade, na logística, nos escritórios e nas restantes áreas da empresa. “Aquilo que verdadeiramente distingue a Monliz não são os edifícios, os equipamentos ou os números, são as pessoas”, afirmou. Uma palavra especial foi dirigida aos agricultores, num ano particularmente difícil, marcado por fenómenos meteorológicos extremos, tempestades, inundações, ondas de calor, incerteza e aumento dos custos. Apesar das adversidades continuaram a demonstrar, segundo Mauro Cardoso, uma notável capacidade de resistência.
O responsável aproveitou ainda a ocasião para defender a importância da agricultura e da indústria alimentar europeias, que considerou estarem entre as mais exigentes e reguladas do mundo. Reconheceu que todos beneficiam de uma produção mais segura, sustentável e respeitadora das pessoas e do ambiente, mas defendeu que esse esforço exige reciprocidade. “Não pedimos protecção contra a concorrência, pedimos apenas concorrência leal. Pedimos que os produtos que chegam ao mercado europeu sejam produzidos em condições efectivamente equivalentes às exigidas aos agricultores e às empresas europeias”, afirmou. E defender a capacidade de produzir alimentos na Europa significa, na sua perspectiva, defender empregos, comunidades, segurança alimentar e a capacidade das futuras gerações continuarem a produzir aquilo de que todos dependem.

Grupo Varela e Taberna do Quinzena: duas histórias de trabalho, identidade e dedicação
O Grupo Varela foi distinguido pela Excelência empresarial e João Varela subiu ao palco com o pai, José Varela, fundador do grupo. Considerou justa a distinção, não apenas pelo trabalho que desenvolve há 26 anos, mas também pelo percurso do pai, que tem uma vida dedicada à empresa e é o grande mentor do grupo e daquilo que representa. Agradeceu à equipa, que conta actualmente com cerca de uma centena de trabalhadores. “Sem eles tudo era impossível”, afirmou, deixando uma palavra de apreço aos pais pelos valores transmitidos e destacou a dedicação, o profissionalismo, a atitude e o empenho como princípios fundamentais. Recordou o slogan do grupo - “Onde cuidar será sempre diferente de tratar” - e garantiu que o grupo continuará a ser parte integrante dos cuidados de saúde e da prevenção na região.
Este ano o galardão de Prestígio foi entregue à Taberna do Quinzena, de Santarém. Fernando Batista salientou que o funcionamento diário do restaurante depende de uma vasta equipa, a quem fez questão de agradecer, juntamente com os fornecedores, parceiros e todas as pessoas que visitam a Taberna do Quinzena. Terminou com um agradecimento à família e, em especial, ao filho, de quem se orgulha por já trabalhar no Quinzena e representar a quinta geração ligada à casa.

Domingos Martinho diz que o ensino tem de continuar a ser o elevador social
Distinguido com o prémio Carreira Empresarial, o professor e presidente do ISLA Santarém, Domingos Martinho, recebeu a distinção com humildade, agradecendo à família, que descreveu como sendo o seu “muro das lamentações” diário. Explicou que os empresários precisam de um espaço onde possam desabafar e encontrar apoio perante as dificuldades e a resiliência exigida pela actividade e, para muitos, a família é esse porto de abrigo acessível e constante. Agradeceu a O MIRANTE por se lembrar dele e nomeou o que chamou a “família ISLA”, que reúne um conjunto alargado de pessoas que, ao longo de quase 43 anos, contribuíram para o seu percurso, com altos e baixos, como acontece noutras empresas.
Domingos Martinho reafirmou a confiança no projecto e agradeceu aos funcionários não docentes, que descreveu como uma equipa maravilhosa, que dá tudo de si, muitas vezes sem horário definido. “O ensino superior e o ensino em particular têm de continuar a ser o elevador social”, defendeu, explicando que o objectivo é que, os estudantes reconheçam na escola uma oportunidade para alcançar uma vida melhor. Sublinhou que o ISLA não poderá continuar a crescer e a afirmar-se como uma escola de excelência sem a colaboração das empresas, dos empresários e de todos aqueles que apoiam a instituição. E terminou pedindo à comunicação social que quando abordarem os concursos nacionais de acesso ao ensino superior, não se esqueçam do ensino superior privado. “As instituições privadas sentem-se desprezadas, humilhadas e abandonadas pelos órgãos de comunicação social”, que, segundo afirmou, se referem apenas ao ensino público quando falam dos concursos, como se não existisse outra realidade.

Sem medo de sonhar e crescer
Miguel Saldanha, da Saldanha Engenharia e Construção, recebeu o prémio PME do Ano, agradecendo a O MIRANTE pela iniciativa que, ano após ano, valoriza o trabalho das empresas e constitui um estímulo para os empresários. Agradeceu aos clientes e parceiros pela confiança depositada na empresa, reconhecendo que sem eles não teria sido possível chegar àquele momento. O empresário agradeceu à mulher, Sónia Henriques, pelo papel que desempenhou nos primeiros anos da vida do casal, quando foi mãe e pai. “Sem ela nada disto teria sido possível”, afirmou. O empresário destacou a equipa, considerando que são as pessoas que fazem a diferença em qualquer empresa. Fez questão de convidar alguns dos colaboradores mais antigos para a cerimónia, para que também sentissem a importância de estarem representados num momento de reconhecimento público da empresa.
Francisco Margarido e Maria Margarido receberam o galardão Jovens Empresários pelo trabalho que têm desenvolvido na Margaval Vinhos e recordaram a ligação à terra desde a infância. Para Francisco Margarido, as idas à terra com os pais e o avô significavam estar na vinha, acompanhar as vindimas, contactar com a terra e viver o ambiente em redor da adega. Antigamente, explicou, a adega era também um local de encontro, onde se recebiam amigos, partilhavam histórias e copos de vinho. Havia sempre alguma coisa para petiscar dentro da gaveta de uma mesa de madeira que ainda têm na adega. Foi dessa memória que nasceu o nome Adega da Gaveta, que representa muito mais do que uma marca: é uma homenagem ao avô, à família, às raízes e a uma forma de estar à mesa que pretendem manter viva.
Começaram com 2.500 garrafas, muita vontade e algum receio e incerteza, mas com o objectivo de produzir vinhos com identidade e respeito pela terra onde nasceram. Hoje continuam a ser um pequeno produtor, mas já conseguem levar os vinhos cada vez mais longe, sem querer perder as origens. A terminar, deixaram uma mensagem de incentivo ao consumo de vinhos portugueses e ao apoio aos pequenos produtores, agradecendo também ao município de Tomar por continuar a apoiar a produção local.

Os estudos em idade adulta e a resistência como factores de crescimento
O prémio Mulher Empresária foi para Violante Carvalho, da VC Contabilidade de Benavente, que recebeu a distinção com emoção e gratidão, recordando um percurso profissional e académico que começou muito antes da criação do seu próprio gabinete de contabilidade. No seu discurso recordou as noites em que estudava até às três ou quatro da manhã, enquanto os outros dormiam, e um momento particularmente difícil, quando, depois de muitos anos sem estudar matemática, se deparou com matérias desafiantes. “Nunca é tarde para aprender, para recomeçar e para acreditar em nós próprios”, afirmou.
Pedro Mota recebeu o galardão Microempresa em nome da Construmat, começando por dedicar a distinção a todos os seus colaboradores. O responsável recordou a história da empresa, os desafios enfrentados, desde diversas crises económicas, financeiras e sociais até à pandemia, que colocou à prova a capacidade de resistência de todos. Apesar das dificuldades, a empresa nunca se deixou abater e procurou sempre olhar para o futuro com confiança, determinação e optimismo.
Actualmente com uma equipa de quatro colaboradores, a empresa atingiu uma facturação de cerca de 800 mil euros e tem conseguido manter uma trajectória de crescimento, algo que, segundo Pedro Mota, constitui motivo de orgulho e lhe dá força para continuar. A distinção representa para a Construma, não apenas o reconhecimento do trabalho realizado, mas também um incentivo para continuar a trabalhar, crescer e olhar para o futuro com a mesma determinação e esperança.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias