O MIRANTE TV | 11-02-2026 14:53

J. L Pires Laranjeira ao Virar da Esquina, em Coimbra, até 23 de fevereiro

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J. L Pires Laranjeira ao Virar da Esquina, em Coimbra, até 23 de fevereiro

O professor universitário jubilado e estudioso das culturas lusófonas, tem uma exposição de desenhos e outros objectos na Casa da Esquina, em Coimbra, que termina dia 23 de fevereiro. Fica o convite para conhecer uma personagem marcante da vida universitária e um dos mais destacados estudiosos das culturas lusófonas, com destaque para as africanas.

José Luís Pires Laranjeira tem na Casa da Esquina, em Coimbra, uma exposição dos seus desenhos que enchem por completo as paredes daquele espaço cultural. A exposição está patente até 23 de fevereiro e foi inaugurada no dia 24 de Janeiro com a presença de muitos amigos e companheiros de jornada que encheram o espaço até à porta de entrada. No dia da inauguração foi ainda lançado um livro com a participação de 18 autores, de várias nacionalidades, todos eles universitários ou estudiosos da nossa cultura comum. Pires Laranjeira é um dos organizadores da antologia o que representa de certo modo também um pouco o espírito da exposição que está patente na Casa da Esquina. Ao longo da sua vida de professor universitário, Pires Laranjeira foi um crítico literário bastante interventivo, tendo escrito centenas de textos fazendo jus aos mais de 40 anos de carreira em que se dedicou sobretudo ao estudo da negritude, poesia angolana e culturas lusófonas. Já em fim de carreira universitária, José Luís Pires Laranjeira é professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e investigador do Centro de Literatura Portuguesa, especialista de renome nas literaturas africanas de língua portuguesa.

Os desenhos expostos na Casa da Esquina são trabalho de muitos anos que retratam uma vida de trabalho e de amor à arte. Estão lá dezenas de rostos de artistas seus amigos ou apenas conhecidos, momentos de puro prazer no exercício da arte do desenho, dezenas de temas que de muitas maneiras surpreenderam os amigos que compareceram na inauguração da exposição. No discurso de apresentação da exposição, J.L. Pires Laranjeira assumiu que está a mostrar apenas uma pequena parte dos seus trabalhos, mas que não teve nem tem tempo para organizar a sua própria Obra, incluindo a literária, porque a reforma do ensino universitário ainda o compromete mais com o trabalho que tem em mãos e outros que quase todos os dias lhe são solicitados.

A arte é a busca da vida presente

António Pascoal, que foi seu aluno, e é hoje também um activista cultural, fez o elogio do autor, admitindo que sabia que faltam muitos quadros na exposição por falta de espaço. Querendo fazer um retrato do autor disse que "a arte, a arte honesta, não busca aprovação nem o aplauso. A arte é também um confronto com públicos anónimos, hostis ou mesmo colaboradores, não é uma cedência ao público. A arte não é a busca da eternidade, é a busca da vida presente, justificada na acção prática. Vejo isso no trabalho do Pires Laranjeira e nesta imensa exposição de objetos artísticos. Vejo a expressão da amizade numa grande parte das obras, mas também da indignação e da militância, da inquietação constante e cortante perante injustiças sociais, violência e terrorismo de Estado. Mas também não deixa de haver por aqui uma cartografia dos afetos, um roteiro da amizade, no rosto reconhecidos de tantos amigos" salientou, enumerando depois alguns nomes presentes na sala mas também muitos outros ausentes por razões distintas.

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