Moradores de Abrigada não querem unidade de biometano junto às casas
Os argumentos apresentados pela Gás da Terra não foram suficientes para tranquilizar os moradores de Abrigada e Ota. A futura unidade de biometano continua a ser contestada devido à sua localização e ao impacto que poderá ter na qualidade de vida.
A população de Abrigada não saiu convencida da reunião pública realizada na noite de quinta-feira, promovida pela empresa Gás da Terra, que pretende instalar uma unidade de biometano nas Marés. Os moradores continuam a rejeitar o projecto, alegando que a unidade ficará situada a cerca de 500 metros das habitações, numa zona já afectada por maus cheiros.
As maiores preocupações prendem-se com os odores provenientes do estrume transportado pelos camiões que irão abastecer a unidade. Apesar das explicações prestadas pela empresa durante quase duas horas e meia, nas quais apresentou o projecto e respondeu às questões colocadas, os esclarecimentos não foram suficientes para tranquilizar moradores e autarcas das freguesias de Abrigada e Ota.
O projecto, apresentado como pioneiro em Portugal, aguarda parecer da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional. A Gás da Terra estima criar sete postos de trabalho directos e cerca de 20 indirectos na unidade da Abrigada, garantindo igualmente que não está prevista qualquer expansão futura da instalação naquele local.
Notícia para ler na próxima edição impressa de O MIRANTE.


