Sete mil metros de vinha para manter uma tradição de família
A vinha já foi maior, mas a tradição continua a juntar a família. Nas Mariotas, em Ribafria, Alenquer, quatro familiares ainda vindimam à mão e repetem gestos que atravessaram gerações. No final, Ercília da Conceição, de 87 anos, prepara o repasto que reúne todos à mesa.
Nas Mariotas, em Ribafria, há uma vinha onde a vindima continua a ser feita à mão, entre família.
Olga Lopes, José Gomes, Cláudia Inácio e Luís Inácio juntaram-se mais uma vez para apanhar as uvas sob o sol e o calor. São cerca de sete mil metros quadrados de vinha para manter ao longo do ano, num trabalho que culmina na apanha das uvas.
Os cestos enchem-se e são depois carregados à mão para o tractor, até as uvas serem transformadas em vinho.
Em casa, na cozinha, Ercília da Conceição prepara o almoço da vindima.
O atum de barrica, a batata e a couve levam para a mesa os sabores de outros tempos. Depois sentam-se todos juntos. Porque aqui, a vindima nunca foi apenas apanhar uvas.
É voltar à terra. É recordar quem já não está. E enquanto houver vinha para vindimar e família para se sentar à mesa, a tradição não acaba.
Reportagem para ler numa edição impressa de O MIRANTE.


