Duarte Madaíl encontrou em Salvaterra uma profissão que não estava nos planos
Natural de Vila Franca de Xira e criado em Alhandra, Duarte Madaíl chegou a Salvaterra de Magos contrariado, mas foi ali que encontrou uma oportunidade que acabou por mudar o rumo da sua vida. Sem formação em restauração, está hoje à frente do Chalé do Petisco, um projecto familiar que procura recuperar o ambiente das antigas tascas.
Quando se mudou para Salvaterra de Magos, há cerca de cinco anos, Duarte Madaíl deixou para trás os amigos e uma vida feita em Alhandra. Sem carta e dependente de transporte para quase tudo, sentiu durante algum tempo que a mudança o tinha feito recuar. Hoje vê-a de outra forma. Foi em Salvaterra que nasceu a oportunidade de criar o Chalé do Petisco e de descobrir uma profissão que nunca tinha imaginado seguir.
Duarte levou a ideia para casa depois de encontrar o espaço para trespasse e juntou-se à irmã, Inês Gonçalves, ao cunhado e a Emília, sogra da irmã e cozinheira da casa. Sem experiência no sector, foi aprendendo no dia-a-dia.
A intenção era criar uma tasca familiar, com comida tradicional e uma forte ligação à região. A louça e os tachos de barro, a decoração rústica e os petiscos fazem parte do conceito. Duarte Madaíl admite que o negócio também o mudou. Continua a estudar à noite para concluir o 12.º ano e diz sentir-se hoje mais responsável e pontual. Entre a escola, o restaurante e um projecto construído em família, acredita que a mudança para Salvaterra acabou por lhe dar precisamente as oportunidades que, quando chegou, não conseguia ver.
Uma reportagem para ler em O MIRANTE


