O MIRANTE TV | 28-10-2026 15:41
Mais de 2.300 idosos estão sinalizados pela GNR no distrito de Santarém
No Dia Mundial da Terceira Idade, O MIRANTE acompanhou militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) numa acção de proximidade junto de pessoas que vivem sozinhas ou isoladas. Os dados provisórios de Outubro revelam diferentes realidades nos concelhos do distrito.
A GNR tinha sinalizados 2.382 idosos no distrito de Santarém entre 1 e 13 de Outubro, segundo dados provisórios da operação Censos Sénior 2026. Do total, 1.903 vivem sozinhos, 255 estão isolados e 219 encontram-se simultaneamente sozinhos e isolados. Em 2025 tinham sido registadas 2.033 sinalizações.
Mação é o concelho do distrito com mais idosos sinalizados, num total de 332, seguido de Abrantes, com 328, e Santarém, com 274. A análise por categoria mostra realidades diferentes. Santarém tem o maior número de idosos que vivem sozinhos, com 249, enquanto Coruche lidera entre os que vivem isolados, com 61. Mação apresenta o valor mais elevado de pessoas simultaneamente sozinhas e isoladas, com 52. Nos três concelhos abrangidos pelo Destacamento Territorial de Coruche estão sinalizados 141 idosos em Coruche, 106 em Benavente e 73 em Salvaterra de Magos.
O MIRANTE acompanhou militares da GNR numa ronda em Muge, no concelho de Salvaterra de Magos, onde visitaram algumas das pessoas acompanhadas. Lucas Vieira, integrado devido à sua situação de especial vulnerabilidade, diz ficar “muito contente” quando os militares aparecem. Ana Rosa Silva, de 87 anos, reconhece que as visitas lhe dão maior segurança, enquanto Maria Margarida Trindade, de 82, resume a importância destes momentos dizendo que os militares “ajudam a gente a viver”.
O capitão Sérgio Junqueira, comandante do Destacamento Territorial da GNR de Coruche, explica que a operação Censos Sénior decorre desde 2011 e procura identificar idosos que vivem sozinhos ou isolados, estabelecer uma relação de confiança e transmitir conselhos de segurança. Os militares alertam sobretudo para abordagens de desconhecidos, situações apresentadas como urgentes e hábitos como deixar portas abertas ou as chaves na fechadura.
Uma reportagem para ler em O MIRANTE
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