Opinião | 18-02-2021 07:42

Escrever não é governar

O Tribunal deu razão à administração da Fabrioleo e o mundo caiu em cima dos ambientalistas de Torres Novas que pensavam que tinham a luta ganha. Não têm. Mas a culpa não é dos órgãos de comunicação social e muito menos dos jornalistas da redacção de O MIRANTE.

As notícias fresquinhas sobre a Fabrioleo fizeram tremer algumas pessoas que têm dado o couro e o cabelo contra a administração da fábrica em defesa do ambiente e da saúde pública. Os novos desenvolvimentos do caso, que chegaram do tribunal, e que a empresa divulgou e O MIRANTE deu voz, não agradaram aos ambientalistas que, em cima da notícia de O MIRANTE, descarregaram para o telefone do jornal uma série de insultos onde nos chamaram todos os nomes feios que costumam chamar aos inimigos deles e das suas lutas. Não dou publicidade aos nomes que nos ligaram, e nos insultaram, só por sermos o mensageiro, mas não deixo de acusar a publicação de um texto do movimento Basta na página de Facebook de Arlindo Consolado Marques, o Guardião do Tejo, a quem a redacção de O MIRANTE já deu o prémio Personalidade do Ano na área da Cidadania, pela sua defesa do rio e do ambiente. No texto, a notícia de O MIRANTE que surpreendeu os ambientalistas é identificada como sendo de um jornal “ribatejano de grande expressão”, como se o título do jornal fosse clandestino ou alguém precisasse de o ignorar para agradar a outro alguém.

Fica a nota desta luta pela informação, e também pela defesa do ambiente, que os ambientalistas acham que é só deles, dos que andam por aí a filmar-se nas horas vagas, a fazerem-se em muitos casos de repórteres, jornalistas, mas também de justiceiros. Nada contra. Cada um faz o que quer da vida. Mas não brinquem nem tratem mal quem faz do jornalismo profissão. O MIRANTE está do lado das populações, contra os poluidores, e contra as pessoas que usam o ambiente, neste caso o mau ambiente, para fazerem política e para treinarem a sua ignorância. O caso da Fabrioleo é notícia porque os tribunais deram razão aos donos da fábrica. Está decidido. Não vale meter a cabeça na areia e matar o mensageiro. Agora é cerrar fileiras para que os maus cheiros sejam minorados quando a fábrica reabrir, se é que vai reabrir. Esperamos que não nas condições em que já laborou e poluiu a ribeira da Boa Água. JAE.

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