Opinião | 10-06-2021 10:00

Parques de negócios embruxados e a Nersant com aposta ganha em Santarém

Numa altura em que a NERSANT organiza a 32ª edição da Feira Empresarial recordamos que o Centro de Inovação Empresarial tem instaladas cerca de seis dezenas de empresas onde a Câmara de Santarém já investiu mais de meio milhão de euros.

A NERSANT foi, e ainda é, apesar da crise, a associação mais representativa da região independentemente do papel importante das associações mais pequenas de cada concelho ou sub-região. A história da associação tem 32 anos e fez-se durante a sua fundação a partir de Torres Novas onde se instalou por falta de condições políticas e associativas em Santarém. Nos últimos anos, principalmente no reinado de Ricardo Gonçalves, a NERSANT criou o mais importante pólo de empresas da região graças ao investimento da Câmara de Santarém e do seu executivo, onde não falta o cunho pessoal do presidente da câmara, que quis trazer para Santarém a associação dos empresários. Provavelmente o apoio aos empresários dá menos votos que o apoio a clubes desportivos e colectividades recreativas. E o apoio da Câmara de Santarém ao pólo tecnológico da NERSANT alimentava muitas associações em freguesias onde a actividade lúdica, e a cultura local, bem precisam de um maior empurrão dos subsídios da câmara. Mas é com as empresas que se faz a economia de um país; é com mais empresários instalados na cidade e na região que se cria emprego, gera riqueza, que se combate a desertificação do interior, incentivam os jovens a fixarem-se na sua terra e região de origem, com todas as vantagens que conhecemos mas temos subestimado. As filas para a vacinação no concelho de Sintra, o concelho mais populoso do país, são um bom exemplo comparado com o que acontece, por exemplo, em Almeirim, onde não há filas e mais de metade da população já está vacinada.

Os parques de negócios da região não deram ainda o resultado que se esperava na atracção de grandes empresas, que não sejam as de distribuição. O parque de negócios do Vale do Tejo (Valleypark), situado no concelho do Cartaxo e Santarém, continua embruxado. O parque de negócios de Rio Maior (Depomor) tem uma situação financeira muito complicada e o de Torres Novas (Geriparque) está na mesma situação embora a autarquia esteja a negociar com os principais accionistas mas sem resultados até ao momento. Faz sentido por isso que a Câmara de Santarém apoie a NERSANT na expansão destes ninhos de empresas assim como faz sentido que as câmaras de Torres Novas e Ourém sigam o mesmo exemplo. É certo que o obituário de empresas com apenas um e dois anos de actividade é muito grande e, às vezes, parece que toda a gente nasceu para empresário e as facilidades concedidas originam muitas vezes verdadeiros falhanços empresariais. Mas a actividade também tem os seus bandidos, mais as suas falhas sísmicas, que vão da falta de jeitinho até à falta de vergonha.

Numa altura em que a NERSANT organiza em Santarém a sua 32ª edição da Feira Empresarial, recordo que o Centro de Inovação Empresarial de Santarém tem instaladas cerca de seis dezenas de empresas; só a Câmara de Santarém, para além da cedência do edifício, já lá investiu mais de meio milhão de euros. JAE.

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