Opinião | 27-09-2022 12:00

Paulo Queimado é mentiroso e não tem vergonha de o demonstrar

Parte do edifício de uma antiga adega ruiu para o quintal de uma família com duas crianças. Câmara da Chamusca está há um ano para resolver a situação

À Margem

Numa reunião de executivo de 22 de Março de 2022, o presidente da câmara subscreveu uma proposta de demolição em que diz claramente que “a edificação (…) apresenta sinais de ruína, sendo visualizado que parte da cobertura abateu, para além disto, as paredes demonstram sinais visíveis de ruptura iminente”. A proposta define que o edifício tem de ser demolido, “face à urgência da situação”, e que, se o proprietário não o fizer, a autarquia “avança com a posse administrativa dos preços, sendo os custos da demolição imputados ao proprietário”.
Meio ano depois o problema continua sem solução. Não deixa de ser curioso que um deputado da Assembleia da República não tenha negado o convite para se inteirar do estado em que vive esta família, enquanto Paulo Queimado anda de festa em festa, de inauguração em inauguração, e nunca se interessou por visitar o local, a família, e inteirar-se da verdadeira situação entre muros. Para o presidente da câmara “isto é uma guerra de vizinhos”, segundo já disse várias vezes em público, mentindo, provocando angústia e desespero no seio familiar do jovem casal, já que ninguém conhece os proprietários da casa que já estava abandonada quando eles se mudaram para a actual residência.

Hugo Costa visitou família que vive ao lado de edifício em ruína na Chamusca
Hugo Costa visitou família que vive ao lado de edifício em ruína na Chamusca

Deputado do PS diz que segurança pública na Chamusca está em causa

Há quase um ano que o telhado de uma habitação devoluta ruiu para o quintal de casa de uma família. Depois de várias notificações ao proprietário, as ruínas podem continuar a cair para a via pública e para o quintal dos vizinhos, mas a autarquia não consegue resolver a questão. Hugo Costa, deputado do PS, visitou a família e deparou-se com uma situação que diz poder resultar numa tragédia.

“A Protecção Civil na Chamusca está comprometida e pode haver uma tragédia neste Inverno” caso o problema com uma casa em ruínas na Travessa da Batoca, no centro da vila da Chamusca, não seja resolvido nos próximos tempos. A afirmação é de Hugo Costa, deputado pelo PS na Assembleia da República e presidente da Assembleia Municipal de Tomar, que aceitou o convite de Alexandra Nazário e Rodolfo Salvaterra para ver e confirmar a triste realidade em que vivem desde 25 de Dezembro de 2021.
O casal viu parte do edifício de uma antiga adega ruir para o seu quintal no dia de Natal. O episódio não teve consequências para além dos prejuízos materiais porque, por acaso, as duas filhas, de cinco e três anos, não estavam a brincar no quintal como é habitual. A partir daí Alexandra e Rodolfo já trocaram vários e-mails com a autarquia para solucionarem o problema, mas o executivo, presidido por Paulo Queimado (PS), tem-se desculpado com o cumprimento de procedimentos administrativos. O problema é que para além da autarquia não estar, aparentemente, a cumprir com os prazos no envio das notificações ao proprietário, o edifício está prestes a ruir para a via pública.
Hugo Costa está do lado da família e afirma que “deveria existir soberania numa autarquia ou outra entidade para demolir o imóvel” quando está a colocar em causa a segurança pública. Hugo Costa não se quis pronunciar sobre a demora e passividade do município, afirmando apenas que “estes processos são morosos e os cidadãos ficam muito tempo sem respostas”.
Alexandra Nazário explica ao nosso jornal que recebeu recentemente um e-mail de Paulo Queimado, que nunca visitou a casa, nem na qualidade de responsável pela Protecção Civil no concelho, a informar que o proprietário tem até 28 de Setembro para demolir o edifício. Se não o fizer será levantado um auto de demolição, que pode ser contestado pelo proprietário e, na pior das hipóteses, o caso segue para tribunal.
“Se o município e a Protecção Civil da Chamusca não actuarem rapidamente e voltar a chover intensamente, como no dia em que a casa nos caiu em cima, o edifício vai ruir por completo para a via pública. Depois quero ver quem vai ficar com problemas de consciência”, sublinha Alexandra Nazário.

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