Opinião | 15-10-2022 10:00

Nersant não é uma associação de vão de escada

Domingos Chambel convocou uma conferência para desmentir notícias de O MIRANTE, mas acabou por confirmar as dificuldades financeiras da Nersant

Opinião / À Margem

O MIRANTE foi parceiro da Nersant nas últimas duas décadas, na presidência de José Eduardo Carvalho e na de Salomé Rafael. A face mais visível dessa colaboração era a organização do Galardão Empresa do Ano, parceria que acabou com a eleição da nova direcção presidida por Domingos Chambel.
Nada de novo debaixo do sol. Domingos Chambel lá terá as suas razões. Os associados da Nersant que julguem o trabalho da associação no final do mandato. Proibir a presença dos jornalistas de O MIRANTE numa conferência de imprensa que tratava de denunciar o trabalho editorial de O MIRANTE é que não lembrava nem ao diabo.
Domingos Chambel não está no seu perfeito juízo ou então acha que a Nersant é uma associação de vão de escada. Para nós, não é. Vamos continuar a respeitar a Nersant e o trabalho que sempre fez em prol da região e dos empresários, independentemente de quem é o presidente e da sua falta de capacidade para ler notícias que não lhe agradam.

Nersant chama jornalistas para desmentir O MIRANTE mas acaba por confirmar dificuldades financeiras

O presidente da direcção da Associação Empresarial da Região de Santarém – Nersant convocou uma conferência de imprensa para desvalorizar a notícia que O MIRANTE publicou sobre os problemas financeiros da instituição, mas acabou por confirmar que existem problemas de tesouraria. Domingos Chambel impediu os jornalistas de O MIRANTE de assistirem à sessão dizendo que a direcção da associação tinha momentos antes decidido cortar relações com o jornal.

O presidente da direcção da Nersant, que impediu a presença de dois jornalistas de O MIRANTE na conferência de imprensa que convocou, na tarde de 11 de Outubro, para desmentir as notícias do jornal sobre as dificuldades financeiras da associação empresarial, acabou por dizer, segundo elementos que assistiram à sessão, que salários em atraso sempre houve quando existem dificuldades de tesouraria. Domingos Chambel disse, no entanto, que a Nersant sempre cumpriu com a sua função mesmo com dificuldades de tesouraria.
Domingos Chambel contrariou apenas a notícia no que toca aos financiamentos bancários. É verdade que sempre recusou assinar os financiamentos quando era vice-presidente da associação, mas no final do mandato da anterior presidente, Salomé Rafael, assinou a renovação de dois financiamentos bancários com a Caixa Geral de Depósitos. A grande questão que originou a conferência de imprensa foi saber quem deu as informações a O MIRANTE. As reuniões de direcção são pouco participadas e há uma margem muito curta para saber quem deu as informações. Na última reunião de direcção houve acusações a algumas pessoas de serem fontes de O MIRANTE, mas as mesmas justificaram que não eram.
A informação que O MIRANTE deu sobre a Nersant não ter renovado o contrato com a firma de advogados Morais Leitão já tinha sido esquecida. A situação causou estranheza porque foi tratada numa reunião onde estavam poucos membros. Domingos Chambel alegou que O MIRANTE está a fazer notícias sobre as dificuldades da associação por causa de um processo judicial relacionado com um protocolo, em que uma empresa de assessoria dos proprietários do jornal exige o pagamento de verbas relativas à rescisão do contrato que existe há cerca de duas décadas.
O director executivo da Nersant, António Campos, também falou na conferência de imprensa confirmando que a associação tem dificuldades financeiras, mas desvalorizou a situação dizendo que estas situações são habituais e que, ao contrário do que dá a entender a notícia de O MIRANTE, não há uma situação limite. Além do que foi dito por António Campos, O MIRANTE tem provas que, tal como noticiou, a associação empresarial passa por dificuldades financeiras.
Os jornalistas de O MIRANTE questionaram Domingos Chambel à saída da sala onde decorreu a conferência de imprensa sobre o motivo de terem sido impedidos de entrar. O presidente da associação disse que a direcção tinha decidido nesse mesmo dia cortar relações com o jornal. Chambel acrescentou que se O MIRANTE estivesse com boas intenções não tinha publicado uma notícia sobre os problemas financeiros da Nersant na Internet e só passados 20 minutos o questionassem sobre a situação.
Questionado sobre porque não respondeu às perguntas que lhe foram enviadas por escrito, o dirigente diz que não lhe foi dada a possibilidade de falar sobre o assunto. “Se publicou 20 minutos antes de me fazer as perguntas não deu essa possibilidade”, salientou, dizendo ainda que não respondeu porque “não está para alimentar o palco de O MIRANTE”.

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