Opinião | 21-12-2022 10:00

A caridade das juntas de Constância e os crimes sem castigo num país a meter água

Emails do outro mundo

Inexpugnável Manuel Serra d’Aire

Inexpugnável Manuel Serra d’Aire
Nas escolas de jornalismo e nas redacções ensina-se que notícia é um homem morder um cão e não um cão morder um homem. Pois bem, o presidente da Câmara de Constância ganhou o direito de ser notícia ao pedir subsídios financeiros às juntas de freguesia do concelho para ajudarem a pagar o programa de animação natalícia na vila.
Habitualmente é ao contrário: toda a gente bate à porta das câmaras (freguesias incluídas) a pedir apoios para toda a sorte de actividades, desde o convívio de pesca à ida do rancho ao Cazaquistão, do torneio de sueca a um concurso de rendas e bordados. Em Constância, a câmara inaugurou uma nova tendência e os munícipes que se ponham à tabela: um dia destes vamos ver o presidente e os vereadores a baterem às portas dos cidadãos, se não a pedirem dinheiro para festas, pelo menos na altura do Pão por Deus. É que isto são coisas que se agarram às pessoas.
Quem leva sem pedir são os gatunos que andam a frequentar igrejas da região não com o objectivo de se redimirem da vida dissoluta e de pecado que têm levado mas sim para roubarem objectos em metal. Na Igreja de Santa Marta, em Benfica do Ribatejo, roubaram dois sinos, no que é um vil ataque à paróquia local, que agora vai ter de recorrer a métodos alternativos para comunicar com os fiéis. E na igreja de Pernes levaram um pesadíssimo cofre em ferro desconhecendo-se se tinha recheio e qual. A religião católica garante que Deus está em todo o lado, e quem sou eu para a desmentir, mas se assim é, desta vez Deus não esteve para se chatear e lá deixou ir os larápios em paz.
Depois de Alcácer Quibir e de outros percalços ao longo da nossa história comum levámos mais uma vez que contar dos nossos vizinhos marroquinos. Já começa a parecer perseguição, mau-olhado ou mesmo bullying, como agora se diz. Que nos ficassem lá com o rei D. Sebastião depois da coça que nos deram no norte de África, ainda é como o outro, pois o crime já prescreveu há muito, agora acabarem com o sonho do rei Ronaldo e seus pares é um crime lesa-pátria que espero que seja levado a sério pelas entidades que têm a nobre missão de tomar conta deste país, designadamente a CMTV, o SEF e a FENPROF, e que seja dada resposta à letra. Não podemos ficar a assobiar para o ar depois de oferecerem um melão destes a 10 milhões de portugueses, ainda por cima fora de época...
Mais satisfeitos devem andar os vendedores de impermeáveis e guarda-chuvas porque tem chovido a potes depois de muito tempo de seca e muita malta já devia ter descartado esses acessórios invernais, por os considerar obsoletos. Como cantava num refrão uma dupla de humoristas há uns bons aninhos, com uma pequena adaptação da minha lavra: “este país é um colosso”, há uns meses estava seco agora tem água pelo pescoço…
Saudações natalícias
e sem pedinchices do
Serafim das Neves

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