Opinião | 10-04-2024 07:00

A ladeira do bairro ganhou outro estatuto

A ladeira do bairro ganhou outro estatuto
Novo Centro de Saúde da Chamusca foi inaugurado depois de vários meses de constrangimentos e impasses. Foto ULS Lezíria

À margem/opinião

Finalmente, a ano e meio de acabar três mandatos como presidente da câmara, Paulo Queimado inaugurou uma obra com impacto público no concelho, que nasceu da sua lavra. Mas não há bela sem senão como se pode ler na notícia. Falta só escrever que o executivo escolheu o segundo ponto mais alto da vila para instalar um centro de saúde. A parte baixa da vila tem casas abandonadas e terrenos disponíveis que davam para construir 20 centros de saúde, mas suas excelências resolveram complicar a vida aos munícipes e foram fazer a obra no cimo de uma ladeira famosa que nem os mais novos querem subir a pé. Deus sabe quantos velhos lhe vão rogar pragas quando precisarem de uma consulta e tiverem que chamar o táxi às seis da manhã para fazerem um quilómetro ou, nalguns casos, ainda menos. Se há políticos que podem desgraçar a vida de uma pessoa este Paulo Queimado e a sua vice-presidente Cláudia Moreira podem muito bem alinhar na frente dos maus da fita.

Chamusca inaugura centro de saúde seis anos depois de anunciar a sua construção

Novo Centro de Saúde da Chamusca foi finalmente inaugurado depois de meses de constrangimentos e impasses. A obra, que foi anunciada com pompa e circunstância há quase seis anos, vai servir oito mil utentes sendo que cerca de 70% não tem médico de família.

O novo Centro de Saúde da Chamusca, que envolveu um investimento de dois milhões de euros, foi inaugurado na terça-feira, 26 de Março. A nova unidade, cuja empreitada está pronta há vários meses, pretende dar melhores condições aos cerca de oito mil utentes do concelho e aos profissionais de saúde.
A construção do edifício começou a ser pensada de forma mais detalhada em 2018 quando o presidente da câmara, Paulo Queimado (PS), decidiu colocar um outdoor junto ao local da obra a anunciar o projecto e a data prevista para a sua inauguração. Um dos projectos é de final de 2019, com um investimento total estimado de cerca de 1,3 milhões de euros, um valor ainda assim muito superior ao inicialmente previsto caso a construção tivesse começado em 2018. O custo total acabou por se situar nos dois milhões de euros, dos quais 1,8 milhões foram financiados pela Administração Regional da Saúde (ARS) e 200 mil euros comparticipados pelo município da Chamusca, que também cedeu o terreno e o projecto técnico da obra.
Com a inauguração da unidade o presidente da autarquia espera atrair mais médicos, num território marcado pelo “envelhecimento da população” e onde “70% dos utentes não possui médico de família”. O novo edifício possui duas salas de tratamento, dois gabinetes de enfermagem, quatro gabinetes médicos, gabinete de saúde oral, gabinete polivalente e outros gabinetes de trabalho. Foi dotado com um terraço e de pequenas ilhas de jardim interior que oferecem iluminação natural, “minimizando assim o impacto carbónico, ambiental, bem como os custos de energia”.
A inauguração contou também com presença do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e da presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde Lezíria do Tejo, Tatiana Silvestre.

O fim de uma novela
A inauguração do novo Centro de Saúde da Chamusca sofreu vários contratempos nos últimos meses. Paulo Queimado disse várias vezes que reuniu com o Ministério da Saúde e com representantes da Autoridade Regional de Saúde para estabelecer uma data de inauguração, mas encontrou sempre entraves. O primeiro grande problema que condicionou a abertura da nova unidade de saúde foi o facto, segundo explicou Paulo Queimado, do empreiteiro (Ecoedifica) responsável pela construção não ter recebido da ARS o valor total das intervenções. Nos primeiros anos após o anúncio da sua construção o município lançou vários concursos públicos para a realização da empreitada que ficaram desertos.

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