Opinião | 06-06-2024 07:00

O cartaz das festas e os tomba-lobos

Metade do texto da crónica desta semana foi roubado a um autarca, Pedro Ribeiro, de Almeirim, que não tem medo das palavras nem de assumir que faz a diferença e que sabe dar valor ao dinheiro do orçamento da sua autarquia.

Guardei e agora vou utilizar nesta crónica um pequeno texto do presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, para fazer a introdução àquilo a que alguns chamam a política dos tomba-lobos que fazem política e praticam o associativismo no Ribatejo. Depois de lerem o texto não quero gerar unanimidade nem sequer quero impor a minha opinião; mas quero deixar a pensar aqueles que têm língua de palmo para dizer mal do que se passa no país e vivem cabisbaixo na terra onde nasceram, nunca foram a uma reunião de câmara ou assembleia municipal e para se sentirem confortáveis com a sua consciência dizem que os políticos são todos corruptos e que não vale a pena perder tempo nem alimentar falsas esperanças.
Este texto do Pedro Ribeiro vem em cima do acontecimento e está cheio de recados para alguns camaradas que compram votos com a contratação de artistas a trinta e cinquenta mil euros por espectáculo, julgando que estão a gastar dinheiro na contratação de médicos, a tratarem do problema da habitação ou a limparem as margens das ribeiras e do rio Tejo, que só serve para irmos dar banho ao cão já que a água vai poluída para tomarmos banho em segurança nas praias fluviais que se formam de Abrantes até Lisboa. Aí vai o texto com a devida vénia, que isto de transcrever textos dos políticos tem sempre o reverso da medalha, mas quem quiser que enfie a carapuça que para bom entendedor meia palavra basta..
Ao longo dos anos temos feito opções. Este ano cerca de 50% dos espectáculos são com gente do concelho de Almeirim. Espectáculos de qualidade mas bastante mais acessíveis do ponto de vista económico. Há quem entenda que é “normal” gastar centenas de milhares de euros em festas. Eu não entendo isso. Entendo sim que essas verbas devem ser usadas em serviços e obras que ficam para o futuro. Não critico as opções mas como referi não fazemos assim. Aliás, garantimos ainda que, por exemplo, quase toda a logística é feita pela câmara. Os palcos, as tasquinhas, a “picaria”, etc. Tudo isto quando alugado custa dezenas de milhares de euros. Entendo ainda que devo explicar as opções. Por isso este texto. Os 9 dias de festa custam no palco principal, em artistas, cerca de 40 mil. Há quem queira ter outros nomes, mais famosos. Há nomes que custam mais que isso por noite. Há outros que custam mais de 100 mil por noite. Muitas vezes as pessoas não têm noção dos custos. Há quem entenda que se pode gastar meio milhão em festas. Meio milhão dá para fazer muitas obras e no final as nossas festas continuam a ter muita gente. Haja calor e bom tempo. Este ano continuamos com a aposta nas várias ofertas desde o folclore aos DJs na Arena. As festas são sobretudo momentos de convívio. Convívio com amigos e família. Convívio que acaba também por ajudar as nossas associações que têm aqui uma forma de angariar fundos para a sua actividade anual. Convívio que tanto precisamos até para a nossa saúde mental. De 15 a 23 já vos esperamos nas Festas da Cidade de Almeirim. JAE.

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