Opinião | 07-01-2026 21:00

Fertilidade e tusa na terceira idade, charters de grávidas estrangeiras a caminho do Entroncamento e o efeito raspadinha

Emails do outro mundo

Magnânimo Serafim das Neves

Magnânimo Serafim das Neves
Rui Madeira, vereador do PSD na câmara do Entroncamento, está muito preocupado porque, segundo dados oficiais, quase metade dos bebés registados naquele concelho, até Setembro de 2024, são filhos de mães estrangeiras.
E ainda mais preocupado ficou porque, para completar os dados oficiais, pôs-se a dar volta ao miolo e palpitou-lhe que ainda poderão ser mais porque, nos últimos meses do ano, provavelmente devido ao efeito Menino Jesus, nascem mais bebés de mães estrangeiras A começar pelo próprio Jesus, presumo eu, dado que os pais também são estrangeiros.
Outro palpite que teve, e que quase o deve ter levado ao desespero, foi que a maioria das parturientes não tinha seguro de saúde, o que, segundo ele, pode levar o Serviço Nacional de Saúde à ruína. E, para cúmulo, diz ele, foram aprovadas no Orçamento Municipal medidas de apoio à natalidade, que poderão fazer do Entroncamento um destino preferencial de grávidas estrangeiras.
Lembrei-me logo do antigo jogador de futebol, Paulo Futre que, num outro contexto, anunciou a chegada de resmas de voos “charter”, carregados de chineses.
Um pândego, este vereador da terra dos fenómenos, a quem sugiro uma peregrinação a Fátima no 13 de Maio, para pedir o milagre de tornar de novo férteis as senhoras mais entradotas, digamos assim, para conseguirem ganhar o campeonato concelhio de produção de bebés… bem portugueses. E, já agora, se não for pedir muito, dar força na verga aos senhores, uma vez que o Viagra não é comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde.
Para além dos bebés, há o caso dos jornais em papel que a única distribuidora de publicações em papel, ameaça deixar de distribuir, em muitas terras do interior. O anúncio deixou-me assarapantado.
Aqui na terra vai continuar a haver distribuição, pelo menos enquanto as duas únicas pessoas que ainda compram jornais, e uma terceira - que não compra mais vai sempre ao quiosque folhear os que chegam - não morrerem. Grave, grave, era se não chegasse aqui a raspadinha. E a raspadinha agora até vem pelo Correio.
E há-de vir sempre, mesmo que os Correios não a tragam, porque sem raspadinha como iríamos sobreviver?! Só de pensar nisso fico mais angustiado que o vereador Rui Madeira, do Entroncamento, com a perspectiva das resmas de grávidas estrangeiras a entrar pela terra adentro, para parirem, salvo seja.
O interior do país não vai ficar mais pobre por falta de jornais em papel, como dizem deputados, autarcas e comentadores em geral. Só eles é que se sobressaltaram com a notícia, lá por Lisboa. Experimentem deixar de distribuir a raspadinha e vão ver o que é uma crise nacional a sério!!!
Saudações vigorosas
Manuel Serra d’Aire

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias