Opinião | 06-03-2026 17:00

O combate contra a violência doméstica

O combate contra a violência doméstica
Bruno Pereira*

Uma morte por ano por violência doméstica já é demais, se forem 25 como agora se soube, é uma tragédia.

Está semana foi adiantado o número de mortes cometidas em 2025 no quadro da sinistralidade doméstica, finalizando-se o ano com mais uma trágica: 25 mortes. Uma morte já é demais e não podemos recuar no seu combate. Quando falamos do fenómeno da Violência Doméstica importa referir a média de mortes na última década: situou-se próxima das 28 mortes/ano, tendo o ano de 2019, com 35, o número de pessoas vítimas a aumentar, ultrapassando-se, neste momento, a fasquia das 1500 reclusos. Destacar ainda as denúncias, cujo número não para de aumentar superando a fasquia das 30000/ano, espelha a confiança que as pessoas, e as vítimas em particular, depositam no sistema de Justiça, em particular nos órgãos de polícia criminal.

Temos que reconhecer o papel que a PSP tem feito para erradicar este flagelo, quer através das equipas especializadas de atendimento e investigação, quer das equipas de acompanhamento e avaliação do risco. Merecem, por isso, um aplauso, ainda que o façamos com reserva, já que continuamos vítimas a morrer, apesar dos esforços que têm sido feitos permanentemente realizados. Isto tem de nos continuar a fazer refletir.

*Presidente do SNOP — Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia e docente universitário

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