Política | 18-05-2019 15:00

Assembleia Municipal de Azambuja aprova contas com saldo confortável

A execução orçamental reflecte um saldo positivo de oito milhões de euros e a dívida foi reduzida em quase dois milhões de euros. Oposição queixa-se da elevada carga fiscal imposta aos munícipes.

A Assembleia Municipal de Azambuja aprovou o relatório de gestão e demostrações financeiras do município referentes a 2018 com os votos favoráveis da bancada do PS e as abstenções do PSD, BE, CDU e CDS.

As receitas arrecadadas em 2018 pelo município, liderado por Luís de Sousa (PS), registam um acréscimo de 33,5 por cento (%)face ao ano anterior que se traduzem num total de 22 milhões e 674 mil euros. O nível de execução orçamental da receita foi de 135%. A câmara regista igualmente um acréscimo da despesa em 15,9% em 2018, tendo alcançado um nível de execução orçamental na ordem dos 85,5%. A despesa mais expressiva foi com o pessoal (32,3%), seguida da aquisição de bens e serviços correntes (24,2%) e da aquisição de bens de capital (22,7%).

A execução orçamental do município gerou um saldo positivo de 8 milhões e 948 mil euros e foi reduzida a dívida em quase dois milhões de euros, fixando-se actualmente nos 10 milhões e 171 mil euros.

Luís de Sousa realçou o esforço que o município tem vindo a efectuar na canalização de recursos para investimento e no pagamento aos fornecedores no prazo máximo de dois dias. A O MIRANTE, o presidente da câmara refere que estes resultados refletem a “solidez alcançada” através de uma “gestão ponderada” desta autarquia, assegurando ainda que os 8 milhões de euros de saldo positivo serão “distribuídos por novas obras” que quer ver iniciadas até ao final do actual mandato.

Apesar dos resultados serem mais favoráveis face ao relatório de contas referente a 2017, as bancadas dos partidos da oposição optaram pela abstenção. Para o PSD, o município pode ir mais longe na redução de impostos, considerando o deputado António Jorge Lopes que está a ser cobrada uma carga fiscal excessiva sobre as habitações dos munícipes, ao invés de ser aplicada uma “tributação mais justa no património imobiliário pessoal”, que representa uma sobrecarga no orçamento das famílias.
O deputado do Bloco de Esquerda, Daniel Claro, refere que faltou a câmara justificar, do ponto de vista político, as despesas efectuadas e explicar qual é a estratégia que a faz optar por determinados investimentos.

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