Política | 10-07-2020 15:00

Funcionário da empresa Águas do Ribatejo continua a chamar trapaceiro a Carlos Coutinho

Funcionário da empresa Águas do Ribatejo continua a chamar trapaceiro a Carlos Coutinho

Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente, foi “chamado” à última reunião da Assembleia de Freguesia de Samora Correia durante a intervenção de um membro da CDU.

“O presidente da câmara que pague o IMI do anexo que tem ilegal”, ouviu-se aos gritos na última sessão da Assembleia de Freguesia de Samora Correia. Nelson Lopes, eleito pelo PSD (entretanto independente) foi o autor da “boca” mandada para o ar quando o eleito da CDU, Rogério Justino, intervinha sobre a importância do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) nas receitas da autarquia, no ponto sobre o relatório de gestão da junta. Os ânimos exaltaram-se com Nelson Lopes a elevar repetidamente o tom de voz para acusar Carlos Coutinho de fugir às suas obrigações fiscais. O ponto da ordem de trabalhos acabou aprovado com os votos contra da oposição.


Durante o bate boca provocado pelo eleito que é o responsável pela comunicação da empresa Águas do Ribatejo, o presidente da assembleia de freguesia, João Bento, pediu-lhe várias vezes que se controlasse, lembrando-lhe que não podia usar da palavra sem autorização. Algo que faz recorrentemente.


Teodora Coutinho, secretária da mesa da assembleia e esposa de Carlos Coutinho, pediu a palavra para dizer que não se lembra de em circunstância alguma ter falado no decorrer de uma assembleia de freguesia. Recusou as acusações de Nelson Lopes e disse que “o anexo paga IMI há muitos anos e não está ilegal”. E acrescentou que o eleito estava a levantar falsos testemunhos aproveitando-se de uma reunião política e de um cargo que lhe permite ser provocador, mas não mentiroso, ameaçando-o com uma queixa judicial.


Nelson Lopes, aproveitando o facto de terem valorizado a sua provocação, pediu à mesa para que a intervenção de Teodora Coutinho ficasse registada em acta, desafiando-a a fazer prova do pagamento do IMI e da legalização do anexo numa próxima reunião. “Mostre aos fregueses quanto paga de IMI”, atirou durante o período de tempo em que achou por bem continuar a provocar a mulher de Carlos Coutinho.


O presidente da Câmara de Benavente, recorde-se, enfrentou em 2019 um processo contra-ordenacional instaurado pelos serviços do município que dirige por ter na sua casa um anexo sem licença de utilização. Uma situação entretanto já regularizada, segundo o autarca, que obrigou inclusive à entrega de um projecto de alterações à sua habitação. O caso tinha sido espoletado por uma denúncia anónima enviada aos vereadores da oposição.


Nelson Lopes mostra há muitos anos, e com frequência, nas suas intervenções políticas e nos seus textos pessoais, um “ódio de estimação” a Carlos Coutinho que chegou a ser contraproducente com o lugar que ocupa como funcionário da Águas do Ribatejo. Carlos Coutinho foi vice-presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal onde Nelson Lopes trabalha, mas nunca teve a solidariedade dos seus colegas nas alturas em que Nelson Lopes fazia terrorismo político contra o autarca.
No meio de muitos ataques a Carlos Coutinho o funcionário da Águas do Ribatejo já “escorregou” algumas vezes, mas nem isso serviu para o responsabilizar. Uma delas deu-se quando pôs em causa a imagem da empresa onde trabalha, ao publicar um vídeo a criticar obras numa rua esburacada, na freguesia de Samora Correia, pensando estar a criticar outra entidade.


Mais recentemente, em 2018, no decorrer de uma reunião pública da câmara municipal, Carlos Coutinho chamou a GNR, depois de Nelson Lopes, exaltado, ter recusado sentar-se, ficando num frente-a-frente com o líder do executivo, a exigir que se demitisse do cargo. Também com Teodora Coutinho, esposa de Carlos Coutinho, já chegou a trocar insultos no final de uma assembleia de freguesia.

À Margem

A luta política no concelho de Benavente é animada por um funcionário da empresa Águas do Ribatejo, que dirige o departamento de comunicação da empresa. Nelson Lopes foi eleito pelo PSD para a freguesia de Samora Correia mas, entretanto, já não representa o partido laranja. O autarca na assembleia de freguesia foi durante muitos anos animador de picarias e apresentador de espectáculos em Samora Correia. Mas perdeu a credibilidade junto dos organizadores. O seu ódio de estimação a Carlos Coutinho é compensado em termos de bairrismo e ao seu amor incondicional a António Ganhão, de quem foi delfim, mais tarde inimigo público, e nos últimos tempos novamente devoto e amigo. António Ganhão, recorde-se, foi presidente da autarquia e líder local e nacional do PCP durante três décadas e Carlos Coutinho foi o sucessor na presidência depois de muitos anos como seu homem de confiança.

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