Política | 05-11-2020 12:56

Deputados perguntam por que razão troço do IC3 não consta do PNI

Parlamentares do PS, do PSD e do Bloco de Esquerda pediram explicações ao ministro das Infraestruturas.

Os deputados do PS eleitos por Santarém enviaram duas perguntas, por escrito, ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, sobre a não inclusão do IC3 entre Almeirim e Chamusca do Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, recentemente apresentado pelo Governo socialista.

“Quais os motivos que levaram à não inclusão do IC3 entre Almeirim e Chamusca? Que soluções apresenta o Governo para proteger a população deste território que responde às necessidades ambientais do país?”, questionaram os deputados Hugo Costa, António Gameiro, Manuel Afonso e Mara Lagriminha.

Para os deputados socialistas, trata-se de uma questão "essencial e de justiça" pois a Estrada Nacional 118 entre Almeirim e Chamusca é diariamente utilizado por veículos de transporte de mercadorias, maioritariamente resíduos, destinados ao Eco Parque do Relvão, na freguesia de Carregueira (Chamusca). “Alguns dos resíduos são perigosos, visto estarem aí sediadas unidades únicas de tratamento desse tipo de resíduos”, recordam.

No dia 4 de Novembro, o deputado Hugo Costa repisou o assunto numa intervenção na Assembleia da República, colocando perguntas ao ministro Pedro Nuno Santos no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado. Segundo o deputado, o ministro garantiu que o Governo reconhece o problema e mostrou-se disposto para encontrar uma forma de resolver a questão.

Na mesma sessão parlamentar, a deputada do Bloco de Esquerda Fabíola Cardoso também lamentou que as acessibilidades ao Eco Parque do Relvão, bem como a construção da ponte entre a Chamusca e a Golegã, no IC3, não constem das prioridades do Governo.

O deputado do PSD, Duarte Marques, também abordou o problema dos acessos ao Eco Parque do Relvão, referindo que a conclusão do IC3 é urgente para resolver os problemas causados em concelhos como a Chamusca, mas também em Alpiarça, Almeirim e a Golegã. “Esta população aceitou receber os resíduos mais tóxicos de todo o país sem reclamar. Foram solidários com Portugal. É tempo de o país corrigir essa injustiça”, afirmou.

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