Política | 03-03-2021 15:14

ALTERNATIVAcom quer quebrar o ciclo socialista em Abrantes nas próximas eleições

ALTERNATIVAcom quer quebrar o ciclo socialista em Abrantes nas próximas eleições

Movimento de independentes liderado por Vasco Damas já iniciou a batalha pela conquista da Câmara de Abrantes, governada há 28 anos pelo PS.

A sete meses das eleições, o movimento independente ALTERNATIVAcom já entrou na batalha pelas autárquicas, em Abrantes. Liderado por Vasco Damas, o grupo que quer pôr fim à hegemonia socialista de 28 anos, já está a tentar marcar terreno, apresentando-se como candidato a um “novo ciclo de governação autárquica”. Esperam vir a “merecer a confiança da maioria dos eleitores” e ter a oportunidade de “afinar a máquina autárquica” que, segundo dizem, anda perdida e ausente de “projectos alternativos e credíveis”.

“Assiste-se a uma ausência de genuíno debate democrático, à confusão entre partido (PS) e município (Estado), ao equívoco entre democratização das instituições e descentralização de competências para as freguesias, e à insensata desvalorização de normativos legais e regulamentares”, referem em comunicado enviado às redacções.

Sobre o presidente do município, Manuel Valamatos, que está “há mais de 20 anos ligado ao executivo do PS”, o que faz dele “corresponsável por todas as decisões tomadas”, acusam-no de não ter resistido ao populismo e vitimização, de não ter visão estratégica nem políticas coerentes, e de cair “em lamentáveis momentos de autoritarismo e agressividade”.

Entre as críticas fundadas naquilo que consideram ser retrocessos, como o abandono do Orçamento Participativo, o não cumprimento da promessa de dotar algumas aldeias de saneamento básico, ou a demolição do edifício histórico do Mercado Municipal, reconhecem ao actual executivo “uma maior atenção dada às freguesias”.

Menos população, menos empresas e mais desemprego

Para a ALTERNATIVAcom, a “capacidade de governação autárquica” dos socialistas está “definitivamente esgotada e a prejudicar o presente e o futuro dos abrantinos”. A agravar esta evidência, referem, “está o facto de os órgãos locais do PS não terem a coragem de exigir ao Governo do seu partido o respeito pelos compromissos assumidos para com Abrantes e a região”.

Pegando em números, para o movimento diz que Abrantes tem andado a marcar passo ou a fazer o caminho do retrocesso. “Nos últimos 10 anos, Abrantes perdeu aproximadamente 12 por cento da população e 1/4 dos alunos do ensino básico e secundário, com maior incidência no primeiro ciclo do básico (35 por cento)”, referem, acrescentando que desapareceram 8,4 por cento das empresas e 10 por cento do emprego”.

Colocando Abrantes no mapa dos 13 municípios do Médio Tejo, os números, afirmam, revelam-se quase sempre piores. “No sector do turismo, por exemplo, entre 2018 e 2019 o número de hóspedes nos estabelecimentos de alojamento turístico diminuiu 1,6 por cento em Abrantes e aumentou 11,2 por cento no Médio Tejo. Já no sector da Cultura, entre 2015 e 2019 o número de visitantes de museus cresceu 29 por cento em Abrantes, ficando abaixo dos 46 por cento da média global dos 13 municípios.

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