Política | 10-06-2021 07:00

PS candidata em Santarém político veterano preocupado com estagnação concelhia

PS candidata em Santarém político veterano preocupado com estagnação concelhia
POLÍTICA

Manuel Afonso é deputado e já foi vice-presidente da câmara e vereador em anteriores mandatos.

Transmontano, antigo combatente na guerra colonial, o candidato socialista à presidência da Câmara de Santarém, Manuel Afonso, propõe-se servir o concelho onde escolheu viver, porque se considera “um cidadão preocupado” com a estagnação da capital do distrito, situação que quer “inverter”.

Actual deputado na Assembleia da República, onde integra as Comissões de Agricultura e da Defesa, no âmbito da qual colaborou “activamente para que o estatuto dos antigos combatentes fosse uma realidade”, Manuel Afonso foi vereador na Câmara de Santarém no mandato de 2001 a 2005, no qual assumiu os pelouros das Obras Municipais e da Protecção Civil, funções que exerceu estando “sempre presente”.

Aos 70 anos decidiu liderar uma candidatura às autárquicas deste ano porque, disse à Lusa, é “um cidadão preocupado”. “Santarém estagnou, parou no tempo” e é preciso “olhar para o futuro e inverter essa situação”, afirmou o candidato, que escolheu como lema da sua campanha “Fazer o que ainda não foi feito”.

Natural de Vinhais, em Trás-os-Montes, Manuel Afonso cresceu em Moçambique, para onde foi com os pais e os cinco irmãos quando tinha 10 anos e onde estudou na Escola Prática de Agricultura de Trigo Morais. Combateu na quarta companhia de comandos, da qual foi furriel miliciano.

De regresso a Portugal, em 1975, ingressou nos serviços do Ministério da Agricultura, tendo trabalhado no Departamento Vitivinícola, em Santarém, cidade que o “recebeu de braços abertos” e onde constituiu família.

É por perceber “o enorme potencial” de Santarém que Manuel Afonso afirma estar a constituir uma “equipa forte”, numa candidatura que está a construir o seu programa a partir de um “contrato social” com a comunidade escalabitana, para “apresentar novas ideias com uma visão integradora e de futuro”. “A situação do concelho justifica uma candidatura aberta à comunidade escalabitana”, afirmou.

Por isso foram criados “grupos temáticos” que estão a discutir questões como o desenvolvimento económico e o emprego, a educação, a inovação, o tempo digital, o planeamento, o ordenamento do território e o urbanismo, a cultura, as respostas sociais, o desporto, a saúde, as infraestruturas, a proteção civil, o território e a sustentabilidade, o turismo, a autarquia e o cidadão, a formação profissional, a cidade jovem.

“Queremos afirmar Santarém no mapa das capitais de distrito, como capital do Ribatejo, capital da agricultura portuguesa, capital da gastronomia, capital do gótico”, disse, assegurando que a sua equipa saberá aproveitar a identidade ribatejana e a proximidade a Lisboa, bem como captar os recursos necessários para “estimular todo o desenvolvimento estratégico regional”.

Entre as críticas à gestão social-democrata, Manuel Afonso aponta a incapacidade de inverter a crescente perda de população e acusa o executivo de Ricardo Gonçalves de ter estabelecido "uma relação conflituosa com todos os governos, de todas as áreas políticas".

"Desconhecem qualquer dinâmica proativa para a captação de investimentos. Não possuem visão estratégica para aproveitar a identidade cultural, os recursos da região e a proximidade com Lisboa", criticou.

Para Joaquim Neto, actual presidente da Assembleia Municipal de Santarém, escolhido para nova candidatura ao cargo, Manuel Afonso “é um homem íntegro, transparente e competente, que se dedica com empenho às causas que abraça” e a quem é “reconhecida a sua permanente dedicação à causa pública”.

“Devido ao seu profundo conhecimento de Santarém, tem ideias e projectos para transformar Santarém na Capital do Ribatejo, que nos últimos anos deixou de ser. É o homem certo para fazer o que precisa ser feito em Santarém”, declarou.

Em 2017, o PSD, liderado por Ricardo Gonçalves, conquistou cinco dos nove mandatos (43,2%), sendo os restantes quatro eleitos do PS (34,1%). Com 18 freguesias, Santarém tinha, no final de 2019, registados 57.421 residentes (62.200 nos Censos de 2011). Em 2017 votaram 27.776 eleitores dos 51.718 que se encontravam registados.

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