Política | 14-06-2021 18:31

Bloco critica pagamento de seguros a forcados e oferta de bilhetes para touradas

Bloco critica pagamento de seguros a forcados e oferta de bilhetes para touradas
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Fabíola Cardoso e Vítor Franco, os dois primeiros nomes da lista do BE à Câmara de Santarém. - foto DR

Candidatura bloquista à Câmara de Santarém aponta ainda o dedo ao presidente do município pela reacção deste ao adiamento de duas corridas de toiros na cidade.

A Câmara de Santarém decidiu continuar a pagar ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém o seguro anual de acidentes pessoais, à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores. Uma decisão tomada por unanimidade na reunião do executivo de 14 de Junho e que mereceu a reprovação por parte do Bloco de Esquerda, que, em comunicado, diz que exercendo o grupo a actividade privada que entende e como entende deve também manter a sua autonomia financeira.

A candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara de Santarém, liderada por Fabíola Cardoso, diz que “rejeita o financiamento a actividades comerciais cujo divertimento se baseia no sofrimento dos animais”. Por isso discorda também da compra de bilhetes para touradas pela Câmara de Santarém, “e sua distribuição utilizando a estrutura autárquica”, referindo que “além de um subsídio directo a uma actividade comercial é um uso indevido de recursos públicos”.

Uma das corridas para a qual foram comprados bilhetes pelo município foi a da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal, organização que, segundo o Bloco de Esquerda, “não é propriamente uma Associação de Solidariedade Social; a CAP é a organização dos mais poderosos e ricos latifundiários do país”.

Acerca das corridas de toiros previstas para a passada semana e que acabaram adiadas devido a restrições importas pelas autoridades de saúde, o Bloco de Esquerda diz que estando a registar-se um novo aumento de casos Covid, compreende a decisão da autoridade de saúde de impor a apresentação de testes negativos aos espectadores da tourada.

O Bloco critica também a posição do presidente da Câmara de Santarém, o social-democrata Ricardo Gonçalves, que contestou a actuação das autoridades de saúde. “As corridas de touros foram adiadas por decisão do seu promotor comercial – não foram canceladas –, aliás, como estava previsto e escrito no verso do próprio bilhete da tourada. A atitude irresponsável do presidente de câmara veio dar campo à extrema direita, à demagogia, ao ódio acicatado que só motiva conflito”, conclui a candidatura do BE.

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