Política | 14-10-2021 13:31

Eleito do Chega para a Câmara do Entroncamento renuncia e fala em ameaças e coacção

Eleito do Chega para a Câmara do Entroncamento renuncia e fala em ameaças e coacção
Diamantino Graça (segundo a contar da esquerda) com outros elementos do Chega do Entroncamento.

Diamantino Graça diz que “aconteceu algo grave” envolvendo pessoas do partido mas não quis especificar as razões. Número dois da lista, Luís Forinho, toma hoje posse como vereador.

O cabeça de lista do Chega à Câmara Municipal do Entroncamento eleito nas autárquicas do passado dia 26 de Setembro, Diamantino Graça, renunciou ao cargo, indo hoje tomar posse o seu número dois, Luís Forinho, confirmou a presidente da concelhia do partido, Isabel Sousa.

Diamantino Graça disse à agência Lusa que “aconteceu algo grave” que o levou a renunciar ao cargo, frisando que nada tem a ver com o partido, mas sim “com pessoas do partido”. “Não consigo lidar com a mentira, as ameaças, a coacção”, disse, sem querer detalhar.

Diamantino Graça afirmou sentir-se mal para com quem votou em si, frisando que explicou a situação aos eleitores que o contactaram pessoalmente e que o fará igualmente ao presidente do Chega, André Ventura, se este quiser conhecer os motivos na origem da sua renúncia.

O antigo ferroviário afirmou que a sua militância activa vai depender da existência de um contacto do partido, sublinhando que poderia ter assumido o cargo como independente, mas não o fez. “Não cuspo no prato onde comi”, declarou, acrescentando estar “de consciência tranquila” e com a noção de que trabalhou “imenso” para que o Chega tivesse o resultado obtido no Entroncamento. “Só posso dizer que se passou algo para eu sair”, afirmou.

Contactada pela Lusa, a distrital de Santarém do Chega afirmou que o vereador eleito “pediu a sua renúncia por motivos pessoais”, adiantando que Luís Forinho foi nomeado número dois por reunir “as qualidades necessárias”, pelo que a sua “subida” contou com a “aprovação e apoio” da Comissão Política Distrital.

Já a presidente da concelhia do Chega do Entroncamento, Isabel Sousa, disse desconhecer qualquer situação com qualquer pessoa do partido que pudesse ter originado a renúncia, frisando que esta lhe foi comunicada com o argumento de um “motivo de força maior”, que associou a questões pessoais.

A presidente da concelhia afirmou encarar esta renúncia “com naturalidade”, assegurando que em nada altera a “vontade de trabalhar” da “boa equipa” do Chega no Entroncamento.

Nas eleições realizadas a 26 de Setembro, o Partido Socialista voltou a vencer (32,5%), perdendo, contudo, a maioria absoluta ao eleger três dos sete elementos do executivo municipal, o qual contará, ainda, com três vereadores do PSD (31,7%) e um do Chega (11,2%). Além do eleito na câmara municipal, o Chega passou a contar com três deputados na Assembleia Municipal do Entroncamento.

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