Política | 30-09-2022 16:53

Pico de tensão inviabiliza imagens de desacatos na Assembleia Municipal de VFX

Barreira Soares quer uma auditoria externa ao caso das filmagens dos desacatos no pavilhão do Cevadeiro

Vereador do Chega diz que estão em causa as liberdades e garantias de um Estado de Direito. Presidente da câmara confirma que as imagens não puderam ser captadas.

Um pico de tensão terá inviabilizado a habitual captação de imagens no Pavilhão do Cevadeiro impedindo o registo em vídeo das alegadas agressões que ocorreram durante a conturbada sessão da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira realizada em Julho, explicou o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira. Em causa estão as imagens da troca de gritos, insultos e alegadas agressões entre o eleito da coligação Nova Geração (PSD/PPPM/MPT) Rui Rei e o eleito do Chega da Assembleia de Freguesia de Vialonga, Fernando Fernandes, ex-militante do PSD.
As explicações dadas não convencem os eleitos do Chega que já informaram que vão apresentar, em reunião de câmara, uma proposta para que seja realizada uma auditoria externa aos departamentos do município que têm acesso às imagens e câmaras do pavilhão, para que possa ser realmente esclarecido o que se passou e as razões da anomalia técnica. “Espero que todos tenham a coragem de votar favoravelmente essa proposta”, disse Barreira Soares, vereador do Chega na câmara municipal.
Para o vereador, a não disponibilização das imagens configura um ataque à democracia e Estado de Direito. “O presidente acha mesmo que quem nos vê acredita nesses problemas? Infelizmente não é nada que não estivéssemos à espera. É chocante e não poderá ficar assim” criticou o autarca do Chega.
“Não temos acesso a essas imagens e não podemos ter. São recolhidas, guardadas e só depois as autoridades têm acesso. Precisamente por não termos acesso é que fazemos uma vistoria por uma entidade externa antes dos grandes eventos que acontecem no pavilhão, para aferir do funcionamento do sistema”, explicou Fernando Paulo Ferreira. O problema é que, segundo o autarca, a vistoria foi deixada para depois do Verão para preparar a realização da Feira de Outubro e por isso o sistema não estava operacional. “O que aconteceu é que sendo a assembleia municipal tradicionalmente um espaço de discussão e não de pugilato não foi feita essa vistoria, que só agora aconteceu”, disse.
A assembleia onde se verificaram os desacatos, recorde-se, teve de ser interrompida durante mais de uma hora e obrigou a intervenção policial. Os ânimos exaltaram-se depois de um pedido de suspensão de mandato de Paulo Horta, figura ligada ao PSD. A presidente da assembleia, Sandra Marcelino, pediu aos eleitos que serenassem ou abandonassem a sala, o que veio a acontecer segundos depois. Mesmo assim, os gritos e a confusão eram tão audíveis que a sessão foi interrompida e assim ficou durante mais de uma hora.
Ao que O MIRANTE apurou, houve uma troca de acusações entre Rui Rei e Fernando Fernandes. Este queixa-se de ter sido vítima de um pontapé, facto que Rui Rei nega. Fernando Fernandes brincou dizendo que Rui Rei fez “uma audição pública para o papel de Rocky Balboa” ao pontapear um cidadão idoso.

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