Política | 05-10-2022 14:59

VFX mexe pela quarta vez no orçamento para conseguir pagar contas

Alterações ao orçamento ascendem a um milhão e 400 mil euros. Presidente do município justifica-se com o agravamento da economia. Documento de 89 milhões está a ser modificado pela quarta vez num ano.

O orçamento municipal da Câmara de Vila Franca de Xira, com um valor global de 89 milhões de euros, foi alvo de uma quarta alteração permutativa no espaço de um ano para acomodar aumentos da despesa provocados pelo agravar do quadro económico e o aumento de custos.
O presidente do município, o socialista Fernando Paulo Ferreira, explica que a alteração – um aumento de um milhão e 400 mil euros na despesa – visa adaptar o documento ao actual quadro económico e lamentou as críticas da oposição dizendo que não é preciso ser técnico em economia e gestão para perceber e sentir o comportamento negativo da economia global. “Tem-se vindo a sentir um aumento dos custos correntes que obrigam a fazer opções responsáveis: ou redução da verba gasta no investimento ou o endividamento”, avisou. Para evitar colocar a câmara em dívida, os serviços municipais realizaram uma ginástica financeira para cortar em algumas rubricas para colmatar o aumento de algumas despesas, situação criticada pela oposição.
Foram disso exemplo um corte de 150 mil euros em obras e aquisição de bens de investimento para o orçamento participativo municipal, uma redução de 105 mil euros na Estratégia Local de Habitação e menos meio milhão de euros na limpeza urbana, transferidos para reforçar rubricas como a aquisição de equipamento para equipar e substituir cozinhas das escolas (150 mil euros), construção de viadutos e arruamentos (111 mil ) ou aquisição de equipamentos e mobiliário para espaços de lazer e recreio (78 mil euros), entre outros.
“Este aumento de custos dita também o movimento de algumas despesas de capital para despesas correntes absolutamente inevitáveis. As nossas escolas têm de ter luz, gás, água e à medida que esses preços aumentam temos de criar condições para as poder pagar”, explica Fernando Paulo Ferreira. A alteração ao orçamento passou com os votos favoráveis da Nova Geração, PS e Chega e a abstenção da CDU.

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