Política | 18-11-2022 10:00

Orçamento da Golegã dá prioridade à educação

Orçamento da Golegã dá prioridade à educação

Executivo da Câmara da Golegã aprovou orçamento para 2023 que cresce 13%, para 10,7 milhões de euros. Boa parte da fatia vai para a educação e despesas com pessoal.

A Câmara da Golegã aprovou no dia 16 de Novembro o orçamento para 2023, num valor de perto de 10,7 milhões de euros, mais 1,2 milhões (13%) do que o deste ano, um crescimento explicado pelos investimentos previstos. Segundo informação dada à Lusa pelo município liderado pelo independente António Camilo, as propostas de Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2023 foram aprovadas com três votos favoráveis da maioria do movimento 2021 É o Ano e duas abstenções da oposição socialista.

A Educação é a área com maior dotação, 25% (1.132.240 euros), sendo a rubrica do pessoal, com 3,8 milhões de euros, a que detém maior peso nas despesas correntes (35,52%). Além da reabilitação do parque escolar, o município da Golegã prevê investir no reapetrechamento das escolas, nomeadamente com a aquisição de quadros interactivos, nos transportes escolares, na construção de uma creche e na criação de um curso profissional de gestão equina, entre outras acções.

Como projectos mais significativos são sinalizadas acções de conservação e reabilitação de espaços e serviços municipais (432.895 euros), como a reabilitação da cobertura e a melhoria da eficiência energética no edifício dos Paços do Concelho, a aquisição de equipamento para transmissão em directo das reuniões do executivo e da assembleia municipal, a criação de um espaço de apoio ao empreendedorismo, entre outras.

No sector do Turismo, Cultura e Juventude, com uma dotação de 550.350 euros, estão previstos projectos como a remodelação do antigo Cineteatro Gil Vicente (no âmbito de uma candidatura ao Portugal 2020), a revitalização da Casa Estúdio Carlos Relvas e a dignificação do Museu Martins Correia, com o seu regresso ao Palácio do Pelourinho, para onde está planeada a concentração de todos os serviços de turismo e cultura.

A participação em investimentos para a melhoria da visitação à Reserva Natural do Paul do Boquilobo, a aposta no turismo equestre e nos vários eventos associados à marca “capital do cavalo”, as olimpíadas da juventude e a possibilidade de realização de um festival de música são outras iniciativas previstas no documento.

O executivo liderado pelo movimento 2021 É o Ano aponta como eixos estratégicos de actuação a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento económico, o reforço da coesão social e a reabilitação e requalificação urbana.

A vereadora socialista Ana Isabel Caixinha disse à Lusa que a abstenção dos dois eleitos do PS se deveu essencialmente ao facto de não existir matéria no orçamento que merecesse um voto contrário, até por terem sido contempladas várias propostas apresentadas aquando do exercício do direito de oposição.

Contudo, o “aumento significativo” do orçamento para 2021, em mais 1.224.708 euros, num concelho pequeno “com receitas diminutas”, é “algo que preocupa”, pelo que o PS não poderia votar o documento favoravelmente, acrescentou Ana Isabel Caixinha. Os documentos serão ainda submetidos à assembleia municipal, órgão no qual o 2021 É o Ano tem 10 eleitos, o PS sete e a CDU um.

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