Política | 26-11-2022 21:00

PS impotente para impedir desagregação da União de Freguesias de Póvoa e Forte da Casa

PS impotente para impedir desagregação da União de Freguesias de Póvoa e Forte da Casa
Bancadas representadas na assembleia de freguesia votaram por maioria a separação das freguesias

As bancadas da oposição na Assembleia de Freguesia de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa votaram favoravelmente a proposta para se dar início à separação das duas freguesias.

Frontalmente contra a união em 2013, o PS voltou atrás e agora não quer o fim da maior união de freguesias do concelho de VFX.

Não restam dúvidas: os autarcas da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa querem dar resposta aos pedidos da comunidade para que as duas freguesias votem a ser autónomas e para isso votaram por maioria a proposta que dá o primeiro passo no processo de desanexação. Na noite de 17 de Novembro os eleitos da assembleia de freguesia do Chega, Bloco de Esquerda, CDU, Coligação Nova Geração (PSD/PPM/MPT) e do movimento independente António Inácio Póvoa Mais Forte (AIPMF) votaram por maioria a proposta de desanexação apresentada pela CDU e subscrita pelo AIPMF. Apenas o Partido Socialista (PS) votou contra, numa posição contrária à que foi unanimemente assumida pelos socialistas em 2013, quando se mostraram frontalmente contra a união das duas freguesias. A proposta vai agora para deliberação na Câmara de Vila Franca de Xira. Se for aprovada segue depois para a assembleia municipal e, caso passe, ainda terá de ser votada na Assembleia da República.
Os eleitos do PS justificaram o voto contra por considerarem que a proposta não faz prova dos prejuízos concretos que resultaram da união e que a argumentação usada não tem fundamento válido. Também o executivo da junta, liderado por Ana Cristina Pereira, emitiu um parecer a favor da manutenção da união por considerar que a desagregação iria causar muito mais prejuízos à população. “Decidir com base no que a proposta não apresenta, não diz, não fundamenta, não é uma decisão. É um acto de desrespeito pelos mais de 33 mil eleitores desta união”, defendeu.

“Atentado ao poder local”
As restantes bancadas discordam. José Dias, da CDU, não hesitou em classificar a decisão de unir as freguesias como um “atentado ao poder local” e um erro administrativo que prejudicou a população. Também Rosa Barral, do AIPMF, lamentou o aumento dos problemas das populações com a união e defendeu que a união criou uma mega unidade administrativa que não resultou em nenhum ganho de escala.
Para Catarina Lourenço do Bloco de Esquerda a união resultou em “erros manifestos” que prejudicaram as populações e que a sua vontade não deve ser descurada. Uma opinião semelhante ao que teve a bancada da Coligação Nova Geração que destacou o sentimento de abandono e de segundo plano de quem vive no Forte da Casa face à Póvoa de Santa Iria. Por fim, Francisco Fonseca, do Chega, lamentou “ruas cada vez mais sujas e com mato, lixo, monos e resíduos que se acumulam à vista de todos e um desastre total na saúde, com ciclovias mal planeadas e a polícia sem meios e a ser tratada como bandidos”, criticou.

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