Política | 02-12-2022 07:00

Cartaxo aprova maior orçamento desde 2018

João Heitor

Câmara do Cartaxo aprovou o orçamento para 2023, no valor de 28 milhões de euros, com cinco milhões de euros destinados a investimento e 8,3 milhões a despesas com pessoal.

A Câmara do Cartaxo aprovou o orçamento para 2023, no valor de 28 milhões de euros, o maior desde 2018, com cinco milhões de euros destinados a investimento e 8,3 milhões a despesas com pessoal. Aprovado com a abstenção da oposição socialista, o documento contempla um aumento de um milhão de euros na despesa com pessoal, tendo o presidente do executivo de maioria social-democrata, João Heitor, apontando a necessidade de responder aos aumentos salariais e às progressões nas carreiras.

Para o autarca, apesar de contar com 350 trabalhadores no quadro, a estrutura “é muito frágil” quando comparada com outros municípios, lamentando que a classificação como um dos municípios que mais gasta com recursos humanos não tenha em conta o facto de o concelho possuir bombeiros municipais, com 45 trabalhadores alocados a esse serviço. A despesa com pessoal, 29,5% do valor em orçamento, é equiparável à inscrita para aquisição de bens e serviços, 8,2 milhões de euros, frisando João Heitor que, só para custos com electricidade, estão inscritos 1,5 milhões de euros.

Entre os principais investimentos referidos por João Heitor contam-se as obras do novo centro de saúde (ainda em fase de preparação de candidatura) e outras com financiamento comunitário aprovado, no âmbito da regeneração urbana (1,3 milhões de euros inscritos), reabilitação da escola secundária (2,5 milhões de euros) e a Loja do Cidadão (1,3 milhões), esta no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

O vereador socialista Fernando Amorim salientou o facto de este ser “o maior orçamento desde 2018”, crescendo 10 milhões de euros em relação ao deste ano, advertindo para o facto de o município se encontrar sob intervenção financeira e para a necessidade de uma revisão do acordado com o FAM. O autarca justificou a abstenção socialista com o facto de estarem inscritas no orçamento “um conjunto de obras estruturais” que o partido espera ver concluídas em 2023 e por terem sido contempladas algumas das propostas apresentadas.

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