Política | 03-02-2023 21:00

Orçamento de Alverca e Sobralinho aprovado à segunda tentativa

Orçamento de Alverca e Sobralinho aprovado à segunda tentativa
Executivo da junta introduziu pequenas alterações no documento para este poder ser aprovado em assembleia de freguesia

Executivo liderado pelo socialista Cláudio Lotra introduziu pequenas melhorias no documento e conseguiu a sua aprovação por um voto. Documento cresce cinco mil euros face ao que tinha sido chumbado em Dezembro.

Acabou a gestão por duodécimos na União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho: à segunda tentativa o orçamento da junta de freguesia para 2023 foi aprovado em assembleia de freguesia pela diferença de um voto. O documento foi discutido na noite de 27 de Janeiro e acabou aprovado por 9 votos a favor do PS, CDS e Bloco de Esquerda e oito votos contra da CDU e de um eleito da coligação Nova Geração (PSD/PPM/MPT). Os restantes dois eleitos da Nova Geração abstiveram-se e com isso permitiram que o documento passasse.
A segunda proposta de orçamento é praticamente igual à anterior com a diferença de ter crescido cinco mil euros provenientes de receitas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) dos prédios rústicos, cifrando-se agora em 2 milhões e 190 mil euros. Também a rubrica do fundo social de freguesia passou de um reforço de 500% para 600% face aos orçamentos anteriores. Na globalidade, recorde-se, o orçamento é 7,5% superior ao anterior.
“Ouvimos alguns dos reparos da última assembleia e introduzimos alterações. Incluindo uma maior clareza na explicação de algumas acções que vamos tomar como o que se pretende no Programa de Saúde Mental e o Programa de Combate à Violência”, explicou Cláudio Lotra. O sentido de voto manteve-se praticamente igual por parte das bancadas.
Rui Valadas, do CDS, lembrou que está a dar um “voto de responsabilização” ao executivo e que espera que as medidas anunciadas sejam cumpridas. João Fernandes, do Bloco de Esquerda, lembrou que o orçamento é semelhante ao anterior e diz esperar que a integração do saldo de gerência em Abril permita ir mais longe em algumas áreas de intervenção. Para a bancada do PS, na voz de Pedro Sá, ser responsável era não votar contra o documento. A CDU discordou, com Carlos Gonçalves a lamentar um documento que classificou de “trapalhada” e construído sem ter em conta os interesses da freguesia. “É um orçamento fraquinho”, lamentou.

“Parece o Padrinho”
Já a Nova Geração apostou num discurso crítico que, ainda assim, não levou à inviabilização do documento. Diogo Tavares lamentou um orçamento que é “pouco mais que o anterior” e acusou quem o aprovou de partilhar de uma forma de fazer política “opaca e nebulosa, onde se condicionam eleitos das várias forças políticas, com pressões e ameaças dignas de um filme do ‘Padrinho’. Ou melhor, de madrinhas”, ironizou.
O presidente da junta voltou a dizer que é completamente falso que o executivo não tenha ouvido as sugestões das bancadas e voltou a garantir não fazer promessas em orçamento que não consegue cumprir. “Tendo em conta que é dos maiores orçamentos que tivemos não sei se é de orçamento fraquinho que estamos a falar”, criticou.

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