Política | 22-04-2023 10:00

Contas da Câmara de VFX voltam a dar saldo positivo

Contas da Câmara de VFX voltam a dar saldo positivo
Contas do município passaram com a abstenção dos vereadores da CDU e do Chega

Depois de um resultado líquido negativo de 16 milhões no ano passado as contas da Câmara de VFX voltaram à zona verde com balanço positivo. Oposição diz que era possível fazer mais para apoiar a população do concelho.

As contas da Câmara de Vila Franca de Xira saíram do vermelho e este ano fecharam com um resultado líquido positivo de dez milhões de euros, em contraste com os 16 milhões negativos registados no ano passado e que foram, na altura, uma consequência dos apoios dados em contexto da Covid-19 incluindo o financiamento do funcionamento de um centro de vacinação.
O relatório e contas do município e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento referentes a 2022 foram aprovados na última reunião de câmara por maioria, com abstenção da CDU e do Chega. “Mantivemos uma atitude resiliente, o espírito construtivo e a vontade de continuar a melhorar e a modernizar o nosso território”, afirmou Fernando Paulo Ferreira, presidente da câmara. A alavancar o resultado líquido positivo de dez milhões esteve um acréscimo de 14 milhões nas receitas cobradas pela câmara em impostos, fruto do aumento dos lucros das empresas sediadas no concelho.
Apesar dos tempos de bonança Fernando Paulo Ferreira não desarma no lado da despesa prometendo “enorme cautela e contenção” na gestão do dinheiro municipal. Durante o ano passado Vila Franca de Xira amortizou 2,5 milhões de euros de empréstimos tendo hoje uma capacidade de endividamento de 20 milhões e meio de euros se necessário.
Entre as obras feitas estão três milhões de euros investidos no parque escolar municipal com destaque para as obras de remodelação e reabilitação das escolas básicas Álvaro Guerra em Vila Franca de Xira, nº2 de Alhandra e do Cabo de Vialonga, a par da conclusão de empreitadas de requalificação dos bairros municipais, com mais de um milhão de euros investidos no Forte da Casa, Castanheira do Ribatejo e Povos (VFX).

Um ano positivo, mas…
O vereador David Pato Ferreira, da coligação Nova Geração (PSD/PPM/MPT), lembra que a passagem do resultado líquido de um valor negativo para 10 milhões de euros positivos mostra que o actual executivo herdou “uma casa um bocadinho desarrumada” e lamenta que as taxas de execução de vários projectos continuem a zero, como a reconversão das casas da juventude, o projecto da piscina de Vialonga, a obra da zona de lazer na Quinta de Santo Amaro e o projecto da rede municipal de ciclovias. “A partir de hoje a casa desarrumada que lhe deixaram já não é um problema e por isso gostávamos de ver algum alívio fiscal, por exemplo, no IMT (Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis) e a contratação directa dos médicos necessários para as nossas USF”, pediu.
Já a CDU, pela voz de Nuno Libório, diz que a prestação de contas não representa os anseios e expectativas dos cidadãos. “É a narrativa das contas certas e de que tudo correu bem quando na verdade tem uma incapacidade de se confrontar com a realidade”, criticou, condenando o que disse ser os “índices medíocres de desenvolvimento” do concelho. A colega de bancada, Anabela Barata Gomes, lamentou que com um saldo positivo de tantos milhões não haja dinheiro para resolver o problema da degradação da escola de Vialonga.
Do lado do Chega, Bárbara Fernandes, vereadora em substituição de Barreira Soares, lamentou o que disse ser a crescente degradação de equipamentos e limpeza do espaço público e a “inércia e falta de arrojo” do PS para liderar a câmara. “Ter um resultado positivo de 10 milhões era fantástico se as pessoas à nossa volta não estivessem a sofrer”, lamentou.

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