Política | 11-08-2023 12:00

Autarcas da Lezíria cortam relações com presidente da AGIF

Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo reagiu com dureza a declarações do presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais acerca do financiamento dos corpos de bombeiros.

Os presidentes dos 11 municípios da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) manifestaram hoje “indignação” pelas declarações do presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais no parlamento, anunciando o “corte de relações” com a AGIF.
“O senhor engenheiro Tiago Oliveira lamenta o investimento feito nos corpos de bombeiros, ao mesmo tempo que afirma que os mesmos recebem financiamento pela área ardida. O senhor engenheiro tem obrigação de saber que isso é mentira. Se não o sabe, o caso é ainda mais grave. As fontes de financiamento dos corpos de bombeiros são públicas”, afirmam os autarcas em comunicado.
Para os presidentes das câmaras municipais de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém, “quando um alto responsável de uma agência governamental decide espalhar notícias falsas, algo deve ser feito pela tutela”. E acrescentam: “A CIMLT e os seus presidentes de câmara decidiram cortar todas as relações com a AGIF, estando apenas presentes em reuniões que a Lei obrigue”.
Os 11 presidentes de câmara dos municípios associados da CIMLT “exortam o presidente da AGIF a provar o que disse” na Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República “ou a demitir-se”. Também a Comunidade Intermunicipal do Algarve pediu a demissão do presidente da AGIF. Em causa estão as declarações de Tiago Oliveira na Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, no dia 27 de Julho, quando disse que “há municípios a gastar meio milhão de euros, uma barbaridade de dinheiro, nos bombeiros, quando não gastam dinheiro a gerir a floresta”.
Entretanto, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais esclareceu não colocar em causa “o muito válido trabalho” dos municípios e bombeiros na proteção contra incêndios florestais, mas defendeu uma revisão na legislação de financiamento das autarquias. Em comunicado, a AGIF considera importante “uma revisão da legislação de financiamento das autarquias e das associações de bombeiros, no sentido de incentivar o ordenamento florestal e as medidas preventivas dos fogos florestais, em complemento às regras actualmente em vigor”.
De acordo com a nota da AGIF, Tiago Oliveira “em momento algum” da sua intervenção na Assembleia da República pretendeu “pôr em causa o muito válido trabalho que tem vindo a ser realizado pelos municípios e pelos bombeiros na protecção contra incêndios florestais, o qual tem sido, seguramente, um contributo valioso para os bons resultados que Portugal tem vindo a apresentar nesta matéria”.

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