Política | 12-01-2024 21:00

Oposição em Tomar quis respostas a questões sobre o Natal de 2022

Oposição em Tomar quis respostas a questões sobre o Natal de 2022
Autarcas exigiram explicações do presidente da Câmara de Tomar

Bancada do PSD exigiu ao presidente do executivo que explicasse onde estão as peças de autor utilizadas nas celebrações de Natal em 2022, cujo investimento da autarquia rondou os 175 mil euros. Hugo Cristóvão, presidente do município, explicou que as peças não são propriedade do município e apenas foram exclusivas enquanto o evento decorreu.

O facto da Câmara Municipal de Tomar ter entregado, em 2021 e 2022, a uma empresa a organização da feira de Natal, por um valor a rondar os 175 mil euros, foi assunto na assembleia municipal de Dezembro de 2023, depois do deputado João Tenreiro (PSD) ter exigido respostas ao executivo sobre onde estão as peças e obras utilizadas durante as celebrações. A bancada social-democrata sublinhou que estava à espera de voltar a ver as obras nas comemorações do Natal deste ano, uma vez que o município garantiu a exclusividade das mesmas.
Hugo Cristóvão, presidente do município, afirmou que os 175 mil euros foram utilizados para contratar empresas locais, associações e artistas que fizeram a animação ao longo de todo o mês. Continuou, esclarecendo que “foi contratado um conjunto de objectos que serviram para aquele efeito e que efectivamente, enquanto essa actividade existisse, não poderiam servir para outro efeito, mas nunca foi dito, que eu saiba, que passariam a ser propriedade do município”. A falta de condições para acondicionar os materiais, não ter quem monte e desmonte os objectos e a aquisição de “barraquinhas” são alguns dos exemplos que o presidente deu para explicar que o município não tem a propriedade dos mesmos e que, quando são necessários, são alugados. “Foram produzidos para o evento e eram exclusivos enquanto o evento durasse”, sublinhou.
Recorde-se que durante a inauguração do Centro Mágico do Natal em 2022, a anterior presidente da câmara, Anabela Freitas, disse a O MIRANTE que “aquilo que exigimos foi exclusividade. As peças utilizadas no nosso evento têm de ser exclusivas, não podem ter sido utilizadas noutro evento ou copiadas de qualquer lado, daí serem peças de autor”. Acrescentou ainda que “sendo peças de autor, criadas exclusivamente para este evento, insere-se naquilo que são os critérios materiais. É arte, alguém teve de idealizar e fazer e a arte paga-se”, disse a actual vice-presidente da Entidade de Turismo do Centro.

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